13 de setembro de 2016

Estado de saúde de Hillary domina noticiários norte-americanos

Em entrevista à CNN na segunda-feira à noite, candidata democrata afirmou que não imaginava que a doença tivesse "essa importância toda"

13/09/2016 - A dois meses das eleições para presidente dos Estados Unidos, a doença da candidata do Partido Democrata, Hillary Clinton, vem dominando a campanha eleitoral. Os noticiários da TV norte-americana fazem indagações sobre a capacidade de a candidata voltar a exibir, no período que resta de campanha, o mesmo ritmo de trabalho de antes e mostram a cada meia hora as imagens de Hillary saindo de forma inesperada antes do término de um evento domingo passado, em Nova York, em homenagem às vítimas do ataque terrorista de 11 de setembro de 2001.

As imagens exibem o momento em que a candidata se desequilibra e só não cai porque é amparada por seguranças. Não só a imprensa dos Estados Unidos, mas alguns representantes do próprio Partido Democrata vêm criticando a forma como o comitê de divulgação da campanha de Hillary Clinton demorou para divulgar informações antes e depois de uma médica particular emitir comunicado tornando público que a candidata foi diagnosticada com pneumonia.

Os jornais mencionam que o comitê atrasou mais de dois dias para levar à imprensa a informação sobre a doença. Quando decidiu tornar pública a informação, o comitê deixou de explicar detalhes importantes, o que só contribuiu para aumentar as especulações — se algo sobre a doença que ainda não foi divulgado.

Ao comentar as especulações, a campanha de Hillary reconheceu que falhou ao divulgar a informação sobre a pneumonia. Dirigindo-se a alguns representantes do Partido Democrata, que disseram estar decepcionados com a falta de transparência nos relatos sobre a saúde da candidata, a diretora de Comunicações da campanha, Jennifer Palmieri, admitiu que o trabalho da comunicação "poderia ter sido melhor".

Na segunda-feira à noite, ao conversar por telefone com o jornalista Anderson Cooper, da CNN, que questionou porque o comitê da campanha não divulgou logo que a candidata estava com pneumonia, Hillary Clinton respondeu que não imaginava que a doença tivesse "essa importância toda". Pelo Twitter, ela enviou mensagem de agradecimento a todas as pessoas que enviaram votos de pronta recuperação.

A mensagem diz: "Como todas as pessoas que ficam em casa, longe do trabalho, estou ansiosa para voltar. Verei vocês prontamente na caminhada".

Em entrevista ao programa Monday Night, da TV pública PBS, o ex-presidente Bill Clinton, marido de Hillary, procurou diminuir as especulações sobre a possibilidade de a campanha do Partido Democrata não estar sendo transparente sobre o estado de saúde da candidata.

— Não há mais nada que não tenha sido dito — afirmou Clinton.

Donald Trump

O candidato do Partido Republicano, Donald Trump, está aproveitando a ausência temporária de Hillary Clinton na campanha para reforçar seu programa eleitoral. Embora nas últimas semanas Trump tenha feito alusões à falta de condições estáveis de saúde para que Hillary possa governar o país, ele se absteve de fazer qualquer comentário a respeito do assunto depois que foi tornado público que a candidata do Partido Democrata estava com pneumonia.

A campanha de Donald Trump, porém, quer mais. Pretende ocupar o espaço deixado provisoriamente por Hillary Clinton para tentar apagar a péssima imagem que tem em setores do eleitorado feminino e também entre negros e latinos.

Segundo pesquisa publicada pela rede de TV ABC News, e pelo jornal Washington Post, Hillary Clinton tem vantagem de cinco pontos percentuais em relação ao candidato republicano entre mulheres e minorias. Fonte: Zero Hora.

11 de setembro de 2016

doença de Parkinson: Afinal, Hillary Clinton tem parkinson ou não?

doença de Parkinson: Afinal, Hillary Clinton tem parkinson ou não?: Fazendo busca no youtube , pululam notícias de que Hillary Clinton  tem parkinson. Eu pergunto: Até que ponto isto prejudicaria seu mandato ...

Hillary Clinton passa mal e deixa a cerimônia do 11 de setembro em NY

Saúde da ex-secretária de Estado já foi questionada pelo rival Donald Trump

11/09/2016 | A candidata democrata à Casa Branca Hillary Clinton abandonou mais cedo a cerimônia de recordação dos atentados de 11 de setembro de 2001 em Nova York neste domingo depois de sofrer um mal-estar, informou sua equipe de campanha.

— Durante a cerimônia, ela passou mal com o calor e seguiu para o apartamento de sua filha (Chelsea). Já está se sentindo muito melhor — afirma um comunicado divulgado por sua equipe. — A secretária Clinton compareceu à cerimônia de recordação do 11 de setembro por uma hora e 30 minutos esta manhã para prestar seu respeito e condolências às famílias das vítimas — completa a nota.

O incidente pode ter consequências na disputa presidencial dos Estados Unidos, com o rival republicano Donald Trump insistindo que a ex-secretária de Estado, de 68 anos, não é apta por temperamento nem por saúde para o cargo de presidente.

O canal Fox News afirmou, ao citar uma fonte policial, que Hillary teve um "episódio médico" quando entrava no veículo que a retirou do Marco Zero.

Trump também compareceu ao ato, mas os dois candidatos não estão em campanha neste domingo. Fonte: Clic RBS.

9 de setembro de 2016

Relíquias de Muhammad Ali vão a leilão nos Estados Unidos

Cinturão de campeão mundial de 1974 deverá ser vendido por R$ 1,9 milhão

09 Setembro 2016 | O cinturão de campeão mundial de boxe de 1974 e uma carta escrita à mão sobre sua conversão ao Islã estão entre os itens de Muhammad Ali que serão leiloados neste sábado, em Dallas, nos Estados Unidos. A lista com dezenas de itens inclui ainda o calção usado por Ali na vitória sobre George Foreman no Zaire, em 1974 e as luvas usadas por Sonny Liston quando ele perdeu o título para Ali em 1964.

O leilão será promovido pela Heritage Auctions. A maioria dos itens vieram de colecionadores, e não da família de Ali. O item mais caro é o cinturão de 1974. A Heritage Auctions espera arrecadar com o cinturão do Conselho Mundial de Boxe cerca de US$ 600 mil (R$ 1,9 milhão).

Outro item bem avaliado entre os colecionadores é a carta de 1964 enviada por Ali à revista Life, na qual ele fala sobre sua conversão ao Islã. Em 18 de fevereiro de 1964, o ex-boxeador deu uma entrevista à Life anunciando que estava mudando seu nome de Cassius Clay para Muhammad Ali.

Os editores estavam preocupados de que ele iria negar a entrevista depois da publicação da revista e, então, Ali assinou uma declaração na qual dizia claramente que ele estava mudando seu nome. O documento deverá render US$ 100 mil (R$ 320 mil), mesmo valor de um roupão usado por Ali em uma luta contra Ken Norton, em 1976.


Muhammad Ali morreu aos 74 anos em 3 de junho deste ano, em decorrência de complicações respiratórias depois de 32 anos de batalha contra a doença de Parkinson. É considerado um dos maiores atletas de todos os tempos e, além das vitórias nos ringues, se destacou pela postura política, pouco comum em atletas de grande expressão. Fonte: O Estado de S.Paulo.

6 de setembro de 2016

O legado feminista de Sonia Rykiel

A estilista francesa, que morreu na última quinta, marcou a moda e o modo de vestir das mulheres ao reinventar o tricô
Foto: Jean-Christophe Kahn|Divulgação
Passarela. A estilista Sonia Rykiel viveu seu apogeu entre as décadas de 1970 e 1980

29 Agosto 2016 | O ano é 1968. Estudantes e trabalhadores tomam as ruas de Paris contra o abuso policial e o governo de Charles de Gaulle. A participação das mulheres é intensa e o movimento feminista, latente. Neste contexto, a estilista francesa Sonia Rykiel abre sua primeira loja na rue de Grenelle, na Rive Gauche, com uma proposta um tanto quanto incomum para a época: seu foco eram as peças de tricô, transformadas em elementos de moda por meio de modelagem minimalistas, tramas inovadoras e padronagens coloridas.
“Antes considerados menores, o tricô e a malha ganharam sofisticação pelas mãos de Sonia”, afirma o jornalista Mario Mendes. “Na esteira de Vionnet e Chanel, ela propôs a volta do conforto para as mulheres em um momento importante da história.” Morta na última quinta-feira, aos 86 anos, Sonia viveu seu auge profissional na década de 1970.

O período anterior havia sido marcado pelas roupas estruturadas de pegada futurista, eternizadas por Pierre Cardin e Courrèges. A languidez das peças de tricô, próximas ao corpo e sensuais de Sonia Rykiel aparecem, então, como um contraponto bem-vindo, logo adotado por Brigitte Bardot e Catherine Deneuve. “A estilista simplificou a maneira da mulher se vestir ao libertá-las dos blazers, oferecendo a facilidade do gesto permitida pelo tricô”, diz a consultora de moda Gloria Kalil. “Por isso, integrou a geração que fez o prêt-à-porter se tornar importante.”

Se antes o mercado estava voltado para a alta costura, com suas cifras milionárias e clientes fiéis, agora a moda prática, fácil e rápida, mas com informação e estilo, crescia a passos rápidos. “Sonia foi a primeira estilista francesa que teve grande distribuição comercial e sucesso de venda nos Estados Unidos,”, conta Gloria. “Talvez pela facilidade da proposta dela, porque os americanos gostam muito de coisas simplificadas e facilitadoras da vida.” No caso, não se deve confundir simples com simplista.
Sonia Rykiel sabia como explorar detalhes, brincar com as cores e produzir imagens vanguardistas. Com o rosto exótico emoldurado por uma franjinha e uma volumosa cabeleira ruiva e crespa, ela mesma estava longe da obviedade. Muitas vezes levou às passarelas e campanhas modelos que pareciam criadas à sua imagem e semelhança. “Ela nunca foi bonita, mas tinha um visual impactante e usava isso a seu favor”, diz Mario Mendes. . As publicidades mais marcantes da estilista foram feitas em parceria com a fotógrafa francesa Sarah Moon. Juntas, elas inauguraram uma estética que até hoje inspira editorias de moda mundo afora.

Tudo com uma aura de mistério e intelectual – valor importante para Sonia Rykiel. No último desfile da coleção Resort, em junho, as modelos desfilaram entre livros em estantes de uma biblioteca vermelha na loja da marca em Nova York. A unidade americana tem a mesma ambientação da matriz parisiense, no bairro de Saint-Germain-des-Prés, e das principais unidades da grife no mundo. Dentro delas, é possível se sentir imerso no universo criativo de vanguarda da estilista.

Parkinson
Sonia Rykiel se aposentou em 2009 e deixou o comando da grife nas mãos da filha, Nathalie Rykiel, que já era diretora artística da companhia desde 1995. Em 2012, Sonia revelou que sofria de mal de Parkinson há 15 anos em seu livro, “N’Oubliez Pas Que Je Joue” (“Não se Esqueça que Estou no Jogo”, em tradução livre). A estilista omitiu a doença, inclusive da família, até não conseguir mais esconder os sintomas. Como costumava descrever-se, era uma mulher “frágil, mas forte”. Fonte: O Estado de S.Paulo.