29 de julho de 2017

A TRAJETÓRIA DE DOMINGO ALZUGARAY, UM SENHOR EDITOR


Por Carlos José Marques e Amauri Segalla, na revista Istoé

29 DE JULHO DE 2017 - Os antepassados bascos transmitiram a Domingo Alzugaray a noção de que o homem vence suas batalhas na vida usando 5% de inspiração e 95% de transpiração. Fiel a esse adágio, ele o perseguiu a cada novo desafio na sua rica trajetória, que redundou no Grupo de Comunicação Três, responsável pelas revistas ISTOÉ, ISTOÉ DINHEIRO e inúmeras outras publicações de expressão no mercado. Alzugaray se transformou em um dos maiores e mais influentes nomes da mídia nacional e à constatação de sua morte, na semana passada, abriu-se um vazio no mundo empresarial brasileiro, no ambiente de seus familiares, colaboradores e amigos mais próximos – e na história dos grandes nomes da imprensa. Na segunda-feira, 24 de julho, Alzugaray faleceu aos 84 anos em consequência de complicações causadas por um Parkinson em estágio avançado. Ao longo de quase meio século, ele construiu uma máquina de geração de conteúdo jornalístico que informou e formou brasileiros do Oiapoque ao Chuí, atuando em diversas plataformas, inclusive com o pioneirismo na área digital. Alzugaray esteve sempre um passo à frente na busca por inovação. Seu maior legado, contudo, é difícil de medir em números – talvez seja mais adequado aos manuais de jornalismo –, com a sua regra inquebrantável de levantar todos os ângulos de uma notícia. “Aqui não sai matéria, seja na ISTOÉ, na DINHEIRO ou em qualquer de nossas revistas, sem farta comprovação, fatos concretos e provas materiais de que o episódio existiu”, costumava dizer. Ele consagrou a “reportagem de autor”, fora do conceito de textos pasteurizados, tal qual linha de produção industrial, sem alma ou análise de contexto, vigente até então. Nas páginas das revistas que criava, Domingo Alzugaray praticamente reinventou o jornalismo informativo. Alinhavou novos princípios de edição, cobertura e enfoque. Apostou no modelo investigativo, de acuidade com os meandros da notícia. E nessa jornada, sob a sua batuta, a Três reviu rótulos, consagrou a verdade factual e refez a história em vários momentos, ajudando decisivamente na construção da Nação. “Um de nossos orgulhos é saber que as revistas da Três interferiram positivamente no avanço do País”, dizia Domingo Alzugaray.

Nesses anos de triunfos e solavancos, Alzugaray não perdeu os modos. Suas revistas frequentemente são firmes e críticas, mas ele exercia o controle da empresa com a gentileza e a elegância de um fidalgo. Envolvia-se diretamente e de forma diária na atividade editorial. Discutia todas as capas, acompanhava de perto as grandes reportagens, deleitava-se com as informações exclusivas, transformava seus almoços semanais na Três, quando recebia empresários e políticos, em longas e saborosas entrevistas. Argentino de origem e brasileiro por opção, tendo se naturalizado em 1966, Alzugaray nasceu na cidade de Victoria, província de Entre Rios. Desembarcou no Brasil em 1958 e dois anos depois se casou com a carioca, do bairro da Tijuca, Catia Alzugaray, com quem teve os filhos Caco e Paula, ambos discípulos do pai na missão de levar adiante a saga da família no jornalismo. O grande prazer da sua vida, nas horas de lazer, era a fazenda que possuía em Ibiúna, onde fazia reflorestamento, plantava eucaliptos e pinus, e tinha uma criação de cães, com dezenas deles, que resgatava das ruas. Torcedor do Corinthians – o que despertava em casa saborosos debates futebolísticos com o filho palmeirense –, Alzugaray tinha orgulho de ser brasileiro.

“Minha vida é em português, minha família é daqui, a minha história, tudo que construí foi no Brasil”. Formou-se em Perícia Mercantil, mas preferiu iniciar a carreira como ator, trabalhando em teatro e cinema. Galã de fotonovelas e da telona na juventude (fez cinco filmes, o último deles em 1960), Alzugaray trouxe para a atividade editorial uma combinação incomum de modéstia e eficácia. Ele era de longe o mais acessível e pedestre entre os pioneiros barões da imprensa brasileira. “Me chame de diretor-responsável”, estabelecia. Recusava o merecido título de “publisher” e proibia certas referências, tipo “patrão” ou “chefe”. “Quem tem chefe é índio”, brincava. Delegar era algo natural no seu relacionamento com os subordinados. “A linha editorial a gente fixa de comum acordo com os diretores de redação e depois eles que executam”. Afeito a uma boa conversa, costumava chamar jornalistas para trocar impressões em sua sala, ao som de algum belo tango argentino. Muitas vezes, por ocasião desses encontros, surgiram projetos que mais tarde se revelariam bem-sucedidos. Sua frase favorita, tomada por empréstimo da empresária Katharine Graham, do Washington Post, refletia um espírito prático: “imprensa independente é imprensa que dá lucro”. A mesa de trabalho de Alzugaray estava sempre coberta de pilhas de papéis, que só ele era capaz de localizar. Lia dezenas de artigos, conferia a pauta dos veículos da casa e da concorrência para comparar, anotava com caneta em suas publicações o que tinha a recomendar ou corrigir. Era um editor pleno.

A travessia até esse domínio do modus operandi de revistas de informação foi gradual. Da ascensão de Lula – que estampou uma capa da ISTOÉ ainda nos idos de 70, no auge da ditadura militar, quando era um desconhecido metalúrgico do ABC, fazendo ali sua estreia na mídia – aos impeachments dos presidentes Fernando Collor e Dilma Rousseff, muito da vida nacional passou pelas páginas das revistas conduzidas por Alzugaray, com revelações decisivas que mudaram o curso dos acontecimentos, graças a lances de ousadia e determinação do editor. “A imprensa e a democracia perdem um de seus baluartes. Sua atuação foi marcante. Em todos os setores em que atuou, sempre ocupou posição de liderança”, disse o presidente Michel Temer. A obstinação, independentemente das simpatias ou divergências políticas, era a marca de Domingo Alzugaray. Como empresário, conheceu e influenciou todos os presidentes brasileiros desde a redemocratização. Identificou o potencial de Lula nos tempos difíceis do movimento sindical. E também de FHC, quando ele era ainda um professor de sociologia, aspirante a projeção política. Com José Sarney tinha vínculos especiais e uma admiração recíproca. Aos que o criticavam por ligações com o poder, orgulhava-se de mostrar a independência de opinião e a firmeza de cobranças ao sistema, sempre que necessário. Seus veículos exerceram uma prática cotidiana de jornalismo analítico, plural e independente, que não compactua com interesses específicos de grupos ou pessoas. Aos editores sugeria um lema: a defesa intransigente da democracia. Quando ergueu a Editora Três, em 1972, junto com os sócios Fabrizio Fasano e Luiz Carta (daí o nome “Três”), Alzugaray deixou para trás um bem-sucedido emprego como diretor comercial. A data era 31 de janeiro daquele ano e o então jovem ator argentino que chegara ao Brasil nos anos 50, para ficar seis meses, implantando o departamento de fotonovelas da Abril, tomava uma decisão arrojada e dava o primeiro passo do que viria a ser uma longa e profícua trajetória empresarial. Ao então empregador, Victor Civita, informou com respeito e entusiasmo: “Durante 15 anos eu ajudei o senhor a construir o seu castelo. Agora eu quero fazer a minha choupana”. Reuniu US$ 30 mil do Fundo de Garantia e outros US$ 40 mil que haviam sobrado do crash da Bolsa de Valores de São Paulo e partiu para a empreitada. O capital era suficiente apenas para contratar cinco pessoas e alugar um andar de escritório na avenida Brigadeiro Luis Antônio, no coração paulistano. Tremenda aventura. Por que empreendê-la? “Eu tinha 40 anos e um projeto de vida. Queria fazer minha própria editora”, explicou o empresário em uma de suas antológicas entrevistas. Alzugaray era homem afeito a grandes viradas de vida em momentos improváveis.

Naquele período conturbado, no auge do regime militar, com cerceamento policial à liberdade de expressão, poucos se lançariam num projeto tão arriscado. Tratava-se de inventar uma empresa de informação a partir do nada, em um ambiente já ocupado por grandes companhias. A aposta inicial foi por um produto de larga vendagem e elaboração simples: o então fascículo de culinária MENU. A ele seguiu-se uma série de outros fascículos de enorme repercussão e duas célebres coleções de livros. A primeira delas trouxe 48 títulos e vendeu quase 2,5 milhões de unidades, um feito inacreditável para um País com reduzido índice de leitura. Alzugaray, naquele momento, já estava fazendo história. Demonstrou ser possível comercializar literatura em bancas de jornal, a preço acessível, para vastas audiências. A segunda coleção, escrita pelo célebre historiador Hélio Silva, desafiou a censura ao publicar o relato da morte sob tortura de um militante contrário ao regime. Era da natureza de Alzugaray os justos enfrentamentos.
Apenas seis meses após constituir a Três, nascia a PLANETA, título que persiste até hoje. Inspirada na “Planète”, criada por dois intelectuais franceses, ela seria comandada pelo jornalista e escritor Ignácio de Loyola Brandão. Foi aí que outra bela tradição começou: em sua história, a Três contratou e teve entre seus colaboradores alguns dos mais brilhantes cérebros do País. Glauber Rocha, Jorge Amado, Rubem Braga, Millôr Fernandes, Carlos Drummond de Andrade, João Ubaldo Ribeiro e Paulo Francis são alguns dos nomes que ajudaram a construir as páginas publicadas pela Editora Três. Quem cotejar o plano de Alzugaray com a realidade do que ele obteve nesse quase meio século da Três terá a certeza de estar diante de uma grande obra. Talvez tenha sido fruto da postura sempre confiante de um otimista incorrigível. Mas ao lançar a lupa sobre os movimentos certeiros dados por ele será fácil notar que Alzugaray conhecia bem o métier. Algo nato, inerente a sua personalidade e que despertou respeito e reconhecimento entre os convivas. Muitos, aliás, da classe política à empresarial, profissionais de imprensa, banqueiros e juristas vinham a ele em busca de sugestões e conselhos.

Grandes encontros

Alzugaray, tempos atrás, encomendou uma longa mesa de mogno, maciça e de tronco inteiriço, para recebê-los. Estar sentado à mesa representou e representa até hoje um estratégico ponto de localização para se conhecer melhor o País. “O Brasil passou por ela”, dizia Alzugaray. Ulysses Guimarães, Leonel Brizola, Antônio Ermírio de Moraes, Dilma Rousseff, Luiz Inácio Lula da Silva, Lázaro Brandão, Joseph Safra, José Sarney, Fernando Collor, José Alencar, para citar apenas alguns exemplos marcantes, trocaram ideias com jornalistas da editora – e com o próprio Alzugaray – diante do móvel comprado no fim dos anos 70 por ele. “A mesa virou símbolo da empresa”, definia o editor. A saga de sua compra foi estudada de maneira pormenorizada. Alzugaray queria uma mesa de reuniões para a presidência que se distinguisse das demais. Nada atendia a suas expectativas. Ele imaginava um móvel único, de grandes dimensões e capaz de receber bem qualquer visitante – um líder da República, um empresário, uma personalidade. Saiu a procurar o objeto de desejo em Embu das Artes, cidade na Grande São Paulo famosa pelo comércio de móveis artesanais, e o encontrou. “Vi aquela imensa tora encostada em um canto e logo a vislumbrei na editora”, gostava de contar. “O dono da loja falou que faria três mesas com a tábua, mas eu quis comprar a peça inteira”. Complicado foi instalá-la na sede da Três, um edifício industrial do século XIX erguido na Lapa de Baixo, zona oeste de São Paulo. Alguns vitrais da fachada tiveram que ser retirados, parte de uma parede foi quebrada e só com a ajuda de um guindaste ela chegou ao seu destino. De madeira de lei, a mesa pesa meia tonelada, tem cinco metros de comprimento por um de largura e possui bordas irregulares que lhe conferem um aspecto singular, como se a natureza a tivesse esculpido para passar seus dias ali, naquela sala da Editora Três, testemunhando as transformações vividas pelos brasileiros, na palavra de seus protagonistas. Sobre ela, Alzugaray colocou uma pedra maciça com dezenas de cristais sextavados, que acreditava lançar bons fluidos de energia sobre os presentes.

A mesa de trabalho de Alzugaray estava sempre coberta por uma pilha de papéis que só ele conseguia localizar. Nesta sala, comparava artigos estrangeiros, textos da casa e da concorrência.

É claro que essa obstinação de Alzugaray não tinha sido a primeira, nem a mais inusitada delas. Em 1974, mesmo diante dos limites impostos pela ditadura, ele resolveu criar uma revista provocativa, com fotos de mulheres lindas e despidas e reportagens do tipo que prendem o leitor do início ao fim. Surgiu assim em agosto daquele ano, a Status, a primeira revista masculina do Brasil. Seu parceiro na Três, Fabrizio Fasano, já havia deixado a sociedade um ano antes, partindo para outros desafios. Alzugaray, ao lado de Luís Carta, encarou o sonho que, menos de uma década depois, atingia tiragens de 400 mil exemplares. “A STATUS plantou os alicerces da Três”, definia ele. Dois anos depois do lançamento de STATUS, capitalizada pelo sucesso comercial da revista, a empresa estava forte o suficiente para montar em 1976 uma empresa-filhote, a Encontro Editorial e, através dela, colocar nas ruas uma mensal de nome provocativo: ISTOÉ, inspirada no título argentino EstoÉs. A revista foi um sucesso instantâneo e radical, que lançou a editora em outro patamar. Nessa época, porém, Luís Carta já deixara a sociedade para montar sua Carta Editorial. Pela primeira vez, desde a criação da Três, Alzugaray estava sozinho na direção da empresa – e ela avançava de vento em popa. Em março de 1977 a ISTOÉ se transformaria na primeira semanal da editora. “Era uma época dura, de pouca liberdade para a imprensa, mas entramos sem medo”, contou Alzugaray. Reportagens que denunciavam as mazelas nacionais – corrupção, miséria, violência – se tornariam a tônica na revista. O regime militar ia relutantemente se abrindo e ISTOÉ aproveitava, com suor e talento, cada brecha. As reuniões de pauta pareciam comícios, trazendo convidados especiais como FHC. Foi nessa época que ISTOÉ descobriu e pôs na capa o líder metalúrgico Lula. Era uma das primeiras grandes contribuições da Três para cristalizar a democracia no País. Com a ISTOÉ, milhões de leitores descobriram que o verdadeiro jornalismo nasce da contradição e do debate, e não do pensamento único e estratificado. Esse espírito moveu e move a revista em toda a sua história.

No rol de lançamentos, Alzugaray também teve alguns percalços. E nem poderia ser diferente para quem nunca temeu eventuais fracassos. O maior deles chamou-se Jornal da República, um diário de ares europeus, com poucas fotos e predomínio total dos temas graves. “Foi um erro que me custou oito anos”, avaliou Alzugaray. Mas logo após lá estava ele de novo na corrida por criação de títulos e colocou nas bancas a revista SENHOR, com inspiração na britânica The Economist e direito de publicação do seu material. Nessa fase havia perdido a ISTOÉ, que foi entregue ao Unibanco em troca do pagamento das dívidas do jornal. Tempos depois, para juntar os dois mercados de economia e interesse geral, Alzugaray recomprou ISTOÉ em 36 parcelas e relançou a revista como ISTOÉ-Senhor, vindo depois a abandonar a marca Senhor. Para não deixar a editora órfã de um título de economia, anos depois, em 1997, o já veterano inventor de revistas, pressentindo que a hora havia chegado, abriu espaço no seu portfólio para uma semanal de economia, negócios e finanças, a ISTOÉ DINHEIRO, nos moldes da BusinessWeek, que rapidamente conquistou empresários, financistas e o mundo corporativo. “Dinheiro nunca me deu trabalho e sim uma enorme repercussão”, refletia Alzugaray.

“Não vendo”

E tamanha foi essa projeção que meses após o surgimento da revista as organizações Globo, planejando assumir um naco do mercado de semanais, esticou o olho sobre os títulos da Três e fez uma proposta tentadora para ficar com ISTOÉ, antes de lançar Época. “Passei seis meses negociando com eles sem nenhuma intenção de vender, só para ganhar tempo”, relembrava. Num determinado momento, um diretor da Globopar disse: “ou você vende ou vamos passar por cima de você como um rolo compressor”. Provocou assim o instinto guerreiro de Alzugaray. “Agora é que eu não vendo mesmo! Quero que você prove, em termos de negócio, como é que se passa como um rolo compressor por cima da gente”. Outros foram à carga. A Editora Camelot em parceria com o Banco Patrimônio tentou adquirir todo o grupo. Fez um lance com cifras irrecusáveis. Alzugaray balançou. Recolheu-se no final de semana na fazenda, em Ibiúna. Pensou e na segunda-feira seguinte já tinha o veredicto: “desculpe qualquer coisa, mas estou fora”. Ele explicou para os executivos interessados que não ia ter o que fazer com o dinheiro e nem teria mais tempo disponível para criar uma outra editora e outras semanais com o mesmo prestígio. “Pego esse dinheiro e vou fazer o que? Dar de comer aos esquilinhos no Central Park em Nova York?”. Definitivamente essa possibilidade nunca esteve no radar de Alzugaray. Ele jamais desistiria do que sempre foi a sua razão de viver. Fonte: Brasil 247.

Aos 87 anos, morre o flautista Plauto Cruz

Um dos maiores instrumentistas gaúchos sofria de Parkinson e de Alzheimer e estava internado no Hospital de Clínicas desde quinta-feira
Aos 87 anos, morre o flautista Plauto Cruz Achutti/Divulgação
29/07/2017 - Um dos maiores músicos instrumentistas do Rio Grande do Sul, o flautista Plauto Cruz, 87 anos, morreu na noite desta sexta-feira (28), em Porto Alegre. Em seus últimos anos de vida, o músico sofria com problemas de saúde causados pelo Parkinson e pelo Alzheimer, que ganharam força nos últimos seis anos, conforme familiares.

Uma das filhas de Plauto, Marlene Cruz, 57 anos, disse que o pai foi realizar uma consulta no Hospital de Clínicas da Capital na última quinta-feira (27). No local, os médicos constataram piora no quadro de saúde do paciente e resolveram interná-lo para intensificar o tratamento. No entanto, ele faleceu no dia seguinte.

— Ele era um grande pai, um grande músico — sintetizou Marlene.

O músico era viúvo de Eva, com quem foi casado por quase 50 anos e teve seis filhos, além de netos e bisnetos. O velório de Plauto Cruz ocorrerá a partir das 8h deste sábado (29) na capela F do Cemitério Parque Jardim da Paz (Estrada João de Oliveira Remião, 1.347). O enterro será às 16h no mesmo local, conforme informou a família em uma página do Facebook.

Vida e obra

O flautista nasceu em 15 de novembro de 1929 em São Jerônimo. Filho do flautista José Alves da Cruz, revelou desde a infância o talento para o instrumento. Em 1944, a família mudou-se para Porto Alegre, onde o jovem Plauto passou a se apresentar em eventos e programas de rádio.

A trajetória de Plauto foi das principais emissoras de Porto Alegre, como contratado, aos palcos do Brasil, ao lado de personalidades como Lupicínio Rodrigues, Orlando Silva e Elis Regina. Ele atuou também em programas de TV, mas foi ao viver a época de ouro do rádio que arrebatou auditórios nas emissoras Clube Metrópole, Itaí, Farroupilha, Gaúcha e Difusora.

Segundo o site do Dicionário da MPB, Plauto gravou seis LPs e dois CDs como solista e mais de 40 discos como acompanhador. Foi o arranjador da música Maria Fumaça, da dupla Kleiton e Kledir (assista abaixo), que deu o nome ao show de estreia da dupla, que levou o nome da canção e tornou-se um dos hits da carreira dos irmãos.

Plauto conquistou vários prêmios em festivais nos quais participou como flautista e compositor ao longo da carreira. Foi premiado com 60 honrarias e troféus, entre elas a medalha Simões Lopes Neto, concedida pelo governo do Rio Grande do Sul.

Tocando na noite, encantou o público nas melhores casas de Porto Alegre, entre elas, o Vinha D¿Alho e o Viva Maria. Em 2010, a sua flauta ainda emitiu belas melodias todas as quintas-feiras no Bar Odeon, no Centro da Capital. Na época, em reportagem do Diário Gaúcho, sentenciou:

– A música é só amizade, é o que a gente tem de maravilhoso na vida.

Obras vinham sendo digitalizadas

Plauto Cruz gravou dezenas de obras. Muitas delas acabaram se perdendo no tempo e outra parte ainda vive, mas sem acesso fácil. Para reverter essa situação, o Acervo Plauto Cruz passou, conforme reportagem de ZH de abril deste ano, a digitalizar e colocar na internet a discografia do mestre do choro.

A plataforma escolhida pelo idealizador do projeto, o músico e pesquisador Paulinho Parada, para receber a obra foi o YouTube. No canal que leva o nome do flautista, já estão alocados, além de O Choro é Livre (1978), os álbuns Remanso (1993, com Mário Barros), Choros e Canções (1999), 26 Anos de Parceria (2003, com João Pernambuco) e Engenho e Arte (1996, com Mário Barros).


O projeto começou a ser desenhado oficialmente em 2014, mas já existia há muito tempo no coração de seu idealizador,

— Comecei a me interessar pelo Plauto aos 7 anos de idade, quando ganhei um disco dele do meu avô — conta. — Em 2007, já como músico, me tornei amigo dele e passei a admirá-lo também como pessoa.

A ideia, segundo Paulinho, é privilegiar a obra de Plauto como compositor e intérprete, uma vez que, como músico acompanhante, não há sequer registro da quantidade de canções gravadas por ele:

— O Plauto tocava muito, acompanhava qualquer músico que fosse gravar um disco na (gravadora) Isaec, por exemplo. Por isso, temos participações dele desde em discos de artistas que não estouraram aos grandes nomes, como Kleiton e Kledir e Lupicínio.

Como mestrando em Música na UFRGS, Paulinho estava ampliando sua pesquisa para outros grandes nomes da música gaúcha que caíram no ostracismo:

— Temos uma série de músicos e instrumentistas, que atuaram ali pelos anos 1950, 1960, 1970 e por aí adiante, mas que não se preocuparam em organizar sua obra. É um pouco de olhar e perguntar porque essa gente está esquecida e o que podemos fazer para valorizar esses artistas — comentou Paulinho. — Até para que, no futuro, não se repitam mais esses cânones europeus com tanta veemência ao invés de, por exemplo, Plauto Cruz. Fonte: Zero Hora.

28 de maio de 2017

Lista de pessoas diagnosticadas com doença de Parkinson

Wikipédia produz lista com pessoas afetadas por parkinson, ou que faleceram tendo em vista complicações adivindas do mesmo, em inglês.

23 de abril de 2017

Adiós a Baldomero Guerrero Braza, fundador de la Asociación Parkinson

22/04/2017 - Baldomero Guerrero, presidente y fundador de la Asociación Párkinson Bahía de Cádiz, ha fallecido en la mañana de este sábado.

Baldomero Guerrero, un luchador nato, inició su andadura con la asociación partiendo de la nada y convirtiéndola en un centro de referencia en toda la comarca, ya que atiende a personas de San Fernando, Cádiz, Puerto Real y Chiclana.

Se estado de salud ha ido empeorando con los años debido a la enfermedad contra la que luchó en dos frentes distintos, a nivel personal y como persona comprometida con los demás sacando adelante una entidad ejemplar, para la que obviamente buscó el mejor equipo de profesionales y voluntarios.
Las redes sociales se han llenado de palabras de pésame y a la vez de orgullo por haber conocido a un hombre capaz de poner en marcha de la nada un proyecto que hoy en dia es sólida realidad. Fonte: Andalucia Informacion.

19 de abril de 2017

Portador de doença de Parkinson, marido da ex-deputada Lúcia Tereza requer pensão da Assembleia de Rondônia

18/04/2017 - Portador de doença de Parkinson, marido da ex-deputada Lúcia Tereza requer pensão da Assembleia

Portador de doença de Parkinson em estágio avançado, Sebastião Rodrigues dos Santos, que é ex-marido da ex-deputada estadual Lúcia Tereza, requereu na Justiça o pagamento de pensão de sua ex-mulher para pagamento de suas despesas com saúde e manutenção, já que há muito tempo está impossibilitado de trabalhar.

Lúcia Tereza morreu no final do ano passado e era ela quem durante muitos anos era responsável pela subsistência do marido, que reside na cidade de Espigão D´Oeste, região da Zona da Mata do Estado. Ele entrou na Justiça porque o próprio Legislativo Estadual lhe negou a assistência, com base em uma Lei estadual.

O desembargador Miguel Mônico, do Pleno do Tribunal de Justiça de Rondônia, negou o pedido de liminar no Mandado de Segurança, impetrado pelo viúvo da deputada, mas determinou em regime de urgência a prestação de informações pelo Legislativo estadual, já que reconhece que o idoso tem direito ao benefício conquistado antes da Lei estadual que modificou o sistema de benefício de pensão por morte, Confira o despacho:

TRIBUNAL PLENO
ESTADO DE RONDÔNIA
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Tribunal Pleno / Gabinete Des. Miguel Mônico
Processo: 0800888-54.2017.8.22.0000 - MANDADO DE SEGURANÇA - PJe
Relator: Desembargador Miguel Monico Neto
Impetrante: Sebastião Rodrigues dos Santos.
Advogado do(a) Impetrante: Paulo Francisco de Moraes Mota (OAB/RO 4902)
Impetrado: Presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia.
Vistos.

Trata-se de Mandado de Segurança com pedido de liminar interposto por Sebastião Rodrigues dos Santos, representado por seu curador Flávio Luis dos Santos, contra suposto ato ilegal do Presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia.

Em suma, alega que é viúvo da ex-Deputada Estadual Lúcia Tereza Rodrigues dos Santos, falecida em 23/12/2016, quando estava em pleno exercício do mandato parlamentar e dependia da assistência integral dela em razão da idade avançada e de problema grave de saúde (doença de Parkinson em estágio avançado). Afirma o impetrante que, na qualidade de cônjuge supérstite, pleiteou junto ao Poder Legislativo do Estado de Rondônia a concessão de Pensão, conforme autoriza o art. 268 da Constituição do Estado de Rondônia, tendo sido indeferido o pedido ao fundamento de que desde o ano de 2004 os agentes políticos passaram a ser segurados pelo Regime Geral de Previdência Social, afastando, assim, a responsabilidade daquele Poder.

Prossegue afirmando que o impetrado utilizou-se de fundamentação aplicável a casos concretos diversos do ora analisado, bem como o art. 268 da CE/RO foi tacitamente revogado com a promulgação da Emenda Constitucional 41/2003, que não recepcionou o seu conteúdo, tornando-o inexequível.

Assevera que o ato praticado pelo Impetrado está contaminado de ilegalidades e sua conclusão parte de premissas teóricas díspares daquelas que deveriam subsidiar o entendimento daquele Poder.

Destaca que no ano de 2007, ou seja, após promulgada a Emenda Constitucional n. 41/2003, esta Corte de Justiça assentou que o art. 268 da CE não foi suprimido do mundo normativo estadual, estando ele em plena vigência. Requer o deferimento da antecipação da tutela, a fim de que a autoridade defira o pedido de pensionamento do impetrante. No mérito, pugna pela procedência total deste mandamus, com a confirmação da tutela de urgência.

Examinados, decido.

Como cediço, a Lei admite a concessão de liminar em mandado de segurança quando, além de relevantes os fundamentos da impetração e do ato impugnado, puder resultar a ineficácia da ordem judicial, o que se traduz na necessidade de apreciação da “fumaça do bom direito” e do “perigo na demora”, que devem ser demonstrados de plano pelo impetrante. Conquanto vislumbre o periculum in mora, não se encontra presente, de plano, o fumus boni iuris, isto é, não está demonstrado de forma inequívoca a plausibilidade do direito alegado que se consubstancia no direito liquido e certo.

A Emenda Constitucional n. 41, de 19/12/2003, veio a promover drástica modificação no sistema de benefício de pensão por morte, como se constata da redação por ela introduzida no art. 40 da CF/88. De uma leitura atenta da integra do acórdão citado pelo impetrante (100.001.2004.004280-3 - Apelação Cível), verifica-se que se assentou que o art. 268 da CE era aplicável aquele caso em razão do direito da impetrante ter sido adquirido anteriormente a EC/41/2003. Impende destacar que a medida liminar é provimento cautelar admitido pela lei do mandado de segurança quando sejam
relevantes os fundamentos da impetração e do ato impugnado puder resultar a ineficácia da ordem judicial, se concedida ao final. Na hipótese, eventual direito já se encontra resguardado. Isso posto, em juízo de estrita delibação e sem prejuízo de ulterior reexame da pretensão mandamental deduzida, indefiro a liminar.

Determino, COM URGÊNCIA, a notificação da autoridade apontada como coatora, com os documentos, para, no prazo legal, prestar as informações que entender necessárias, conforme preceitua o art. 451, III, do RITJ/RO e art. 7º, I da Lei n. 12.016/2009.

Dê-se ciência do feito à Procuradoria Geral do Estado, enviando-lhe cópia da inicial, sem os documentos, para que, querendo, ingresse no feito, na forma do art. 7º, II da Lei n. 12.016/2009, e vista à douta Procuradoria Geral de Justiça, em atenção ao disposto no art. 12 da lei supracitada.

Defiro a Justiça gratuita.

Publique-se.

Cumpra-se.

Porto Velho, 12 de abril de 2017.
Desembargador Miguel Monico Neto
Relator
Fonte: Do Rondoniaovivo.

16 de abril de 2017

Criador da internet Robert W Taylor morre aos 85 anos

Apr 16, 2017 - Robert W Taylor, que foi fundamental na criação da Internet e do computador pessoal moderno, morreu aos 85 anos.

Taylor, que tinha a doença de Parkinson, morreu na quinta-feira em sua casa na comunidade de Woodside, na Península de São Francisco, informou seu filho Kurt Taylor aos meios de comunicação dos EUA.

Enquanto trabalhava para a Agência de Projetos de Pesquisa Avançada (ARPA) do Pentágono em 1966, Taylor liderou a criação da rede de computadores APRANET - que evoluiu para a internet - depois de se frustrar, precisou usar três terminais separados para se comunicar com pesquisadores de todo o país.

Como ele havia predito, a ferramenta de comunicação limitada se transformou em um sistema que fornece as pessoas o acesso com o dedo a tudo, desde enciclopédias ao conselho de investimento.

Em 1961, Taylor era um gerente de projeto da NASA quando ele dirigiu o financiamento para Douglas Engelbart no Stanford Research Institute, que ajudou a desenvolver o mouse de computador moderno.
PHOTO: Taylor directed funding to Douglas Engelbart, who helped develop the modern computer mouse. (Flickr: John Chuang)
Taylor supervisionou a criação pioneira do PC
"Ele também supervisionou uma equipe que ajudou a criar o Alto - um computador pessoal pioneiro - enquanto trabalhava no Palo Alto Research Center da Xerox Corp (PARC).

O Alto forneceu a cada pesquisador uma estação de trabalho individual em vez de compartilhar o tempo em um mainframe do tamanho de uma sala. Ele foi projetado para usar uma interface gráfica do usuário (GUI), que permitiu ao usuário comandar o dispositivo através de ícones, janelas e menus em vez de digitar comandos de texto em linguagem de computador.

A tecnologia inspirou o computador Apple Macintosh, com o co-fundador da Apple, Steve Jobs, declarando um GUI "inevitável" depois que alguns de seus engenheiros o convenceram a visitar o PARC no final de 1979.

A equipe de engenharia de Taylor também ajudou a desenvolver redes locais de ethernet e um programa de processamento de texto que se tornou o Microsoft Word.

Da Stanley University Silicon Valley, o arquiteto projetista e historiador Leslie Berlim disse ao New York Times: "

"De qualquer jeito que você olha para ele, desde o início da Internet até o lançamento da revolução do computador pessoal, Bob Taylor foi um dos principais arquitetos do nosso mundo moderno".

"Em 1999, Taylor foi premiado com a Medalha Nacional de Tecnologia e Inovação.

Em 2004, ele e outros pesquisadores do PARC receberam o Prêmio Draper da Academia Nacional de Engenharia pelo desenvolvimento dos "primeiros computadores pessoais práticos em rede".

Na década de 1990, Taylor dirigiu o Centro de Pesquisa de Sistemas em Palo Alto para Digital Equipment Corporation (DEC).

O laboratório ajudou a criar AltaVista, um dos primeiros motores de busca na Internet.

Taylor se aposentou em 1996." Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: Tech Power Up.

11 de abril de 2017

Estrela da música country de Alabama Jeff Cook sofre do Parkinson


Tue Apr 11, 2017 - (Reuters) - Jeff Cook, do grupo de música country Alabama, disse na terça-feira que tem a doença de Parkinson do sistema nervoso e que estará recuando da turnê com a banda.

Cook, de 67 anos, que toca violão e guitarra, disse que foi diagnosticado há quatro anos com a doença, que rouba dos sofredores o equilíbrio e causa tremores.

"Para mim, isso tornou extremamente frustrante tentar tocar violão, tocar guitarra ou cantar", disse Cook em um vídeo para o jornal The Tennessean.

"Eu não estou chamando que saí, mas às vezes nossos corpos ditam o que temos a fazer, e o meu estão me dizendo que é hora de fazer uma pausa e curar."

O Alabama, que também inclui os primos de Cook Randy Owen e Teddy Gentry, invadiu a cena da música country nacional nos anos 80 e vendeu cerca de 75 milhões de discos. A banda foi nomeada animadora do ano - o prêmio principal - três vezes pela Associação de Música Country e foi introduzida no Hall da Fama da Música Country em 2005.

A banda disse que planeja continuar gravando como um trio e com esperanças de que Cook se juntará a eles no palco de vez em quando.

O anúncio de Cook seguiu a especulação recente de que ele tinha um problema de abuso de substâncias.

"Essa é a parte que dói tanto, para as pessoas pensarem que ele está intoxicado ou algo assim", disse Owen, dizendo que o trio tinha mantido o diagnóstico secreto por anos. Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: Reuters.

20 de março de 2017

No aniversário de 80 anos de Paulo José, relembre papéis marcantes do ator gaúcho de Lavras de Sul

Nome importante da dramaturgia nacional, interpretou Policarpo Quaresma e Macunaíma no cinema e fez novelas clássicas na TV

20/03/2017 - No aniversário de 80 anos de Paulo José, relembre papéis marcantes do ator gaúcho de Lavras de Sul.

Gaúcho de Lavras do Sul, o ator Paulo José completa nesta segunda-feira 80 anos. Com uma carreira marcada por papéis importantes no cinema e participação em pelo menos 25 novelas, o ator acumula personagens importantes, como Macunaíma e Policarpo Quaresma.

Longe da TV desde 2014, quando interpretou um portador de Parkinson na novela Em Família, Paulo José lida há mais de 20 anos com a doença – que, se não o impede de manter ativo o trabalho de atuação, dificulta a fala, o que exige personagens mais leves.

Paulo José Gómez de Souza nasceu em Lavras do Sul, no interior do Rio Grande do Sul, em 20 de março de 1937. Aos 10 anos, foi estudar em Bagé e teve o primeiro contato com a dramaturgia. Já em Porto Alegre, prestou vestibular para Medicina e Arquitetura, além de começar no teatro amador.

No início da década de 1960, Paulo José foi morar em São Paulo e começou a trabalhar com o grupo Teatro de Arena, onde exerceu as funções de ator, contrarregra, assistente de direção, produtor, diretor musical, cenógrafo e figurinista. Estreou em 1961, na peça Testamento de um Cangaceiro, de Chico de Assis. Na mesma década, estreou no cinema, em 1965, atuando no filme O Padre e a Moça, de Joaquim Pedro de Andrade, e na televisão, em 1969, na Globo, estreando no final da novela Véu de Noiva, de Janete Clair.

Ainda na década de 1960, participou de produções de extrema importância para o Cinema Novo, como Macunaíma, dirigido por Joaquim Pedro de Andrade, e Todas as Mulheres do Mundo, de Domingos Oliveira. Seu primeiro grande sucesso em uma novela aconteceu com O Primeiro Amor (1972), de Walther Negrão. Em uma carreira que chega perto dos 60 anos, o ator participou de 25 novelas, 13 minisséries, oito seriados e pelo menos 50 filmes. Como diretor, levou obras de Erico Verissimo, como O Tempo e o Vento e Incidente em Antares, à televisão.

Confira alguns papéis marcantes do ator:

1. Macunaíma (1969)

Ao lado de Grande Otelo, Paulo José deu vida a um dos grandes clássicos da literatura nacional. Na premiada adaptação para o cinema, ele interpreta não só o herói com nenhum caráter, mas também a mãe de Macunaíma.

2. O Primeiro Amor (1972)

O primeiro grande sucesso em telenovela aconteceu com O Primeiro Amor, de Walther Negrão, em que interpretava mecânico-inventor Shazan, que compunha uma dupla bem-humorada com Xerife, personagem vivido por Flávio Migliaccio. O sucesso da dupla foi tanto que, no mesmo ano, estreou o seriado Shazan, Xerife e Cia, escrito, dirigido e interpretado pelos dois atores e levado ao ar entre 1972 e 1974.

3. Explode Coração (1995)

O ator teve uma atuação marcante na novela Explode Coração, de Gloria Perez. Na trama, ele deu vida ao rico comerciante cigano Jairo, pai da protagonista Dara, interpretada pela atriz Tereza Seiblitz. Dois anos depois, faria novo sucesso com Por Amor (1997), de Manoel Carlos, no papel de Orestes, um alcoólatra casado com Lídia (Regina Braga) e pai de Eduarda (Gabriela Duarte).

4. Policarpo Quaresma, Herói do Brasil (1998)

Mais uma vez, o ator interpretou um dos personagens mais clássicos da literatura nacional: Policarpo Quaresma é um sonhador e um nacionalista que atua no Congresso e quer que o idioma tupi-guarani seja o oficial no Brasil, mas é visto pela sociedade como louco e acaba indo parar no hospício.

5. O Palhaço (2011)

No filme idealizado e protagonizado por Selton Mello, Paulo José recebe quase uma homenagem do ator e diretor: interpreta seu pai, Valdemar, que tem de lidar com a inconstância do filho em relação ao trabalho de palhaço em um circo mambembe. Fonte: Zero Hora.

13 de março de 2017

Video inédito probaría que Adolfo Hitler consumía anfetaminas

Megashow de rock deixa dois mortos na Argentina

12 de mar de 2017 - Megashow de rock deixa dois mortos na Argentina
Única apresentação anual do ídolo local Indio Solari, que sofre de Parkinson, reuniu 250 mil pessoas em Olavarría; confusão ocorreu na saída do show e há registros de 15 feridos hospitalizados,

5 de março de 2017

Xuxa desabafa sobre ser ignorada na Globo: '29 anos de parceria enterrados'

02/03/2017 - 'Vivi uma situação que, se a minha mãe ou a maioria do público que assiste ao desfile em casa fosse comentarista, poderia narrar como um ato muito feio', escreveu a apresentadora.

Apresentadora assume que ficou muito triste com a situação

Em sua coluna na Contigo!, Xuxa Meneghel desabafou sobre a situação que viveu quando desfilou pela Grande Rio no último domingo, 26. Ao passar na Marques de Sapucaí, a apresentadora foi ignorada pelas câmeras da Globo. No site, ela falou sobre o assunto pela primeira vez.

LEIA TAMBÉM:
Destaque do desfile da Grande Rio, Xuxa é ignorada pela Globo durante transmissão

Xuxa explica que o carnaval sempre foi importante por causa de sua mãe, Alda, que sofre de doença de Parkinson. "Ou seja, essa época de folia era uma data muito importante para a minha Aldinha. Pela TV, ela assistia aos desfiles de todas as escolas de samba e podia até ser comentarista do Carnaval", escreveu. "Aliás, por isso, atualmente, não curto mais essa festa, pois é uma data para ela, só dela."

O estado de Alda impede que ela interaja com o mundo, como explicou Xuxa no texto. Apesar de viver um momento familiar difícil, com seu pai internado há um mês, ela escolheu desfilar.

"Vivi uma situação que, se a minha mãe ou a maioria do público que assiste ao desfile em casa fosse comentarista, poderia narrar como um ato muito feio", descreveu. A apresentadora assume que já imaginava que a Globo não falaria dela, mas nada tão radical. "Vê-los baixar as câmeras enquanto eu passava me deixou muito mal. É como se visse 29 anos de parceria enterrados, sepultados…", desabafou.

Por fim, Xuxa parabenizou Ivete Sangalo, homenageada pela Grande Rio, e disse que se sentiria mal se perdesse uma noite tão especial para a amiga.

Procurada pelo E+, a emissora diz que não só mostrou Xuxa na avenida como textualizou sua apresentação. "Quem acompanhou a transmissão do Carnaval da Globo sabe que não apenas mostramos a imagem da apresentadora no desfile da Grande Rio como nossos narradores contextualizaram a sua presença, trazendo a informação de que Xuxa representava a astronave rumo ao infinito, marcando a chegada de Ivete Sangalo à Banda Eva." Fonte: O Estado de S.Paulo.

3 de março de 2017

Sofrendo de doença de Parkinson, Eva Todor está internada em clínica no Rio

Atriz tem mais de 80 anos de carreira no teatro e na TV

3/3/2017 - Segundo a coluna Olá (Agora São Paulo), Eva Todor, de 97 anos, está internada em uma clínica do Rio.

Ainda não se sabe o atual estado da atriz, que sofre de doença de Parkinson e vivia reclusa sob o cuidado de enfermeiras.

Eva tem mais de 80 anos de carreira no teatro e na TV. Fonte: Record R7.

Eva Todor: internada há 10 dias com pneumonia, atriz de 97 anos está em "franca recuperação"
Familiares não autorizaram divulgação do boletim sobre o estado de saúde, mas enviaram nota à imprensa

03/03/2017 - Eva Todor: internada há 10 dias com pneumonia, atriz de 97 anos está em "franca recuperação" TV

Eva Todor está internada há 10 dias na clínica São José, no Humaitá, zona sul do Rio, onde está sendo tratada de uma pneumonia. Em nota, a família da atriz diz que Eva, que tem 97 anos, está em "em franco processo de recuperação" e deve ser liberada em breve.

Os familiares da atriz não autorizaram a divulgação do boletim médico sobre o estado de saúde, mas enviaram nota a imprensa, conforme divulgado pelo jornal Extra:

"A atriz Eva Todor (97 anos) foi internada na Casa de Saúde São José, no Humaitá, RJ, para tratamento de pneumonia e encontra-se em franco processo de recuperação. Lúcida, D. Eva tem recebido o carinho dos familiares, de colaboradores e de amigos íntimos, confiantes em seu pronto restabelecimento.

A atriz apresenta um quadro de saúde estável, já está acompanhando os seus programas de televisão favoritos e aguarda para breve o retorno para casa.

Não está autorizada a divulgação dos boletins médicos e não estão liberadas as visitas públicas".

De acordo com o jornal, Eva sofre de doença de Parkinson e está longe da TV desde  Salve Jorge, novela exibida em 2012. A última aparição pública da atriz foi em novembro de 2014, quando recebeu uma homenagem feita por amigos artistas no Teatro Leblon. Fonte: ClicRBS.

15 de fevereiro de 2017

Pete Townshend vai participar da campanha de arrecadação para o Parkinson pela memória do sogro


15/02/2017 | Pete Townshend está aparecendo na captação de recursos para o Parkinson como um tributo a seu sogro compositor.

O guitarrista do The Who, Pete Townshend, vai se apresentar em um show de caridade para a pesquisa de Parkinson em homenagem a seu sogro, que morreu da doença.

Townshend juntou-se ao line-up do Symfunny n.o 2 da Parkinson no Reino Unido, junto com o comediante Rob Deering e o anfitrião Jason Manford.

O sogro do músico, compositor Edwin Astley, morreu de uma doença relacionada ao Parkinson em 1998, enquanto o pai de Deering viveu com a doença nos últimos 18 anos.

As estrelas de música Katie Melua e Collabro, os comediantes Josh Widdicombe e Jack Dee, além da equipe Sorry I Have Not A Clue também estão na conta.

Todos serão acompanhados pela Symfunny Orchestra e Choir, enquanto outros atos do mundo da comédia e da música serão anunciados antes do evento.

A arrecadação de fundos, patrocinada pela Parkinson's UK, foi fundada pelo maestro, compositor e produtor James Morgan e sua parceira Juliette Pochin.

Morgan, que trabalhou com Townshend em seu álbum Quadrophenia clássico, foi diagnosticado com Parkinson de início jovem em 2012.

A estrela de Who disse: "Tenho o prazer de trabalhar com meu amigo e colega James Morgan no concerto Symfunny.

"Meu amado sogro Edwin Astley, que me ajudou a arranjar arranjos orquestrais para algumas de minhas canções na década de 1980, sofreu e acabou morrendo de paralisia supranuclear, que é um tipo horrível de doença de Parkinson.

"Juntos, colaboramos em várias músicas, uma fúria muito idiota chamada Football Fugue, que eu realizarei na noite, se eu puder falar, também posso ser engraçado".

O primeiro Symfunny foi realizado no Royal Albert Hall em 2014. Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: Independent.

6 de fevereiro de 2017

Por que George Bush está em uma cadeira de rodas? Explicando o Parkinsonismo Vascular

February 5, 2017 - O ex-presidente dos Estados Unidos, George H. W. Bush, senta-se numa cadeira de rodas, enquanto o presidente dos EUA, Barack Obama, o escolta para a Sala Leste durante um evento na Casa Branca, em 15 de julho de 2013 em Washington, DC. (Getty) Leia sobre isso, em inglês, AQUI.

21 de janeiro de 2017

Ex-Jets grande Mark Gastineau: Diagnosticado com demência, Alzheimer e Parkinson

Gastineau atribui seu estilo de jogo aos seus problemas de saúde pós-futebol
Gastineau, now 60, says his health-related issues are largely related to how he played the game. Getty Images
20 jan 2017 - A carreira de Mark Gastineau na NFL durou 10 temporadas, todas com os Jets, onde foi membro do New York Sack Exchange. Aposentou-se em 1988 com 107.5 saques, incluindo 22 durante a temporada 1984.

Conhecido pelo seu implacável motor e estilo duro de carga, Gastineau, agora com 60 anos, diz que suas questões relacionadas à saúde estão em grande parte relacionadas com a forma como ele jogou o jogo.

"Quando vieram meus resultados, eu tinha demência, Alzheimer e Parkinson", disse Gastineau na quinta-feira no 710 WOR Radio. "Essas são três coisas que eu tenho ... É algo que eu quero que cada jogador que sai e jogue protegido da melhor maneira que eles podem ser protegidos.

"Eu sei que há técnicas lá fora que se eu tivesse tido elas, se eu tivesse tido as técnicas lá fora que eu estou ensinando agora para essas crianças, eu sei que eu não seria provavelmente ... Eu sei que eu não teria os resultados que tenho agora ", disse ele no rádio.

Ele acrescentou: "Eu levei com a cabeça todo o tempo."

Gastineau disse que foi diagnosticado há cerca de um ano.

"Você sabe, minha primeira reação foi que eu não acreditava, eu não podia acreditar", disse ele ao New York Daily News em entrevista por telefone na quinta-feira à noite. "Minha segunda reação foi como posso ajudar outras pessoas a entrar para a NFL?" "É disso que se trata".

Sabendo o que ele sabe, Gastineau acha que as crianças deveriam jogar futebol?

"A única razão pela qual eu permitiria que meu filho jogasse é por causa desta USAFootball.com", disse ele. "Eu não permitiria que minha criança jogasse se eu não tivesse este “Heads Up Football”.

Não há nenhuma maneira no mundo. Você não pode esperar que seu filho não seja ferido se você não entrar neste programa. Se uma High School não tiver este programa, não deve haver um programa. "

Gastineau é embaixador do USA Football há vários anos.

"Eu não quero (o meu diagnóstico) para mais sombra do Heads Up Programa", continuou. "Eu quero que seja um aviso para as mães e pais para poderem colocar seus filhos em lugares seguros para serem capazes de realizar uma equipe de esportes que eu acho que vai ser muito mais benéfico para eles do que se eles não a tiverem em suas vidas." Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: CBS Sports.
Os problemas com jogadores de futebol americano, ou o rugby, são recorrentes..., e não entendo porque insistem em tentar implantá-lo no Brasil..., só pode ser por dinheiro. Mal sabem o que é ter parkinson..., muito mais que um suplício...

8 de janeiro de 2017

ANDY GROVE


30/12/2016 | O ex-executivo-chefe da Intel e pioneiro dos computadores pessoais (PCs), Andy Grove, morreu no dia 21 de março aos 79 anos.Grove, um judeu nascido na Hungria que sobreviveu à ocupação nazista e emigrou para os EUA quando seu país fazia parte do bloco comunista liderado pela União Soviética, sofria com a doença de Parkinson. Naturalizado americano, esteve presente na fundação da Intel em 1968, da qual se transformaria primeiro em presidente, em 1979, e depois em executivo-chefe, em 1987. Grove foi o responsável pela decisão de mudar o foco dos negócios da companhia da memória digital para os microprocessadores. Na foto está ao lado de Bill Gates (à direita), da Microsoft. Fonte: O Estado de S.Paulo.