13 de dezembro de 2017

Dentes novos após o sofrimento de Parkinson



December 13, 2017 - Valerie Perrine tem um novo sorriso e uma nova visão da vida, graças a um procedimento dentário recente. A atriz é melhor lembrada como a namorada de Lex Luther, Miss Tessmacher, no filme original de 1978 'Superman'. Ela também foi um dos símbolos sexuais mais gostosos dos anos 70. Sua beleza e seu rosto requintado fizeram dela uma sensação de Hollywood procurada. Mas hoje, sua vida tomou uma mudança dramática. Ela tem 74 anos e a medicação que ela toma para controlar a doença de Parkinson está fazendo os dentes caírem. Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: Insideedition.

10 de dezembro de 2017

Morre a atriz Eva Todor, aos 98 anos

Ela sofria de doença de Parkinson e estava longe da TV desde a novela 'Salve Jorge'

10/12/2017 - RIO — Morreu em casa por volta das 8h50 da manhã deste domingo a atriz Eva Todor, aos 98 anos. A informação foi confirmada por amigos da artista. A causa da sua morte foi pneumonia. Ela estava com os enfermeiros, empregados e o amigo Marcelo Delcima, que frisou que ela vinha sendo bem cuidada, recebendo toda a assistência, com visitas frequentes dos amigos e esteve doente ao longo de todo o ano. Ainda não há informações sobre o velório.

Eva Todor sofria de doença de Parkinson e estava longe da TV desde a novela “Salve Jorge”, exibida em 2012. A última aparição pública da atriz foi em novembro de 2014, quando recebeu uma homenagem feita por amigos artistas no Teatro Leblon. Nascida na Hungria, Eva tem mais de 80 anos de profissão, com trabalhos no teatro e na televisão. A veterana começou a carreira nos palcos ainda criança, como bailarina. Fonte: O Globo.

6 de dezembro de 2017

Pioneira na arte-educação e escritora infanto-juvenil

FANNY ABRAMOVICH (1940-2017)

05/12/2017 - Nas histórias que contava para as filhas dormirem, o príncipe encantado de Elisa Kauffmann Abramovich era Luís Carlos Prestes e os palácios eram uma alegoria da sua visão do comunismo: moradas em que todos os habitantes do reino coabitavam em igualdade e harmonia.

A primeira lembrança guardada por Fanny era a voz da mãe mesclando fantasia e sua leitura da realidade. As explicações lúdicas impulsionaram sua produção intelectual na vida adulta.

Educadora, pedagoga e escritora infanto-juvenil, Fanny começou a lecionar no final dos anos 50 na Scholem Aleichem, uma escola experimental tocada por judeus de esquerda do Bom Retiro –sua mãe, parte do grupo fundador, foi a primeira mulher eleita vereadora em SP, pelo PCB (Partido Comunista Brasileiro).

Após uma temporada de estudos na Europa, especializou-se em arte-educação e ajudou a implantá-la no Brasil. É considerada uma das grandes responsáveis pela introdução da disciplina de artes no currículo escolar.

Como crítica de cultura infantil, assinou coluna no "Jornal da Tarde" e apresentou um quadro no antigo TV Mulher, da Rede Globo.

"Ela batia de frente com o processo de transformação da criança em consumidor", diz a amiga Cecília Luedemann.

Nos anos 80, passou a escrever: são mais de 40 títulos infanto-juvenis. "Contar histórias com paixão e não forçar a barra são formas de estimular a leitura", disse à revista "Nova Escola" em 2008.

Morreu no dia 27 de novembro, aos 77 anos, devido a complicações da doença de Parkinson. Deixa irmã. Fonte: Folha de S.Paulo.

1 de dezembro de 2017

Criador do Festival Internacional da Canção Augusto Marzagão (1929-2017)

30/11/2017 - O jornalista e executivo Augusto Marzagão morreu em 28 de novembro no Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Marzagão tinha 88 anos e foi um nome importante na arte e política brasileiras.

No fim dos anos 1960, criou o Festival Internacional da Canção, o FIC, realizado no Maracanãzinho e transmitido pelas TVs Rio e Globo. O festival, que durou de 1966 a 1972, lançou canções como "Sabiá", de Tom Jobim e Chico Buarque, "Pra Não Dizer Que Não Falei de Flores", de Geraldo Vandré, e "Fio Maravilha", de Jorge Ben, entre muitas outras.

Paulista de Barretos, Marzagão foi seminarista, mas abandonou a vocação religiosa e foi para São Paulo aos 18 anos, onde trabalhou como repórter policial e foi secretário particular de Jânio Quadros no governo do estado, no fim dos anos 1950. Posteriormente, foi secretário particular do presidente José Sarney e secretário de Comunicação Institucional do presidente Itamar Franco. Também foi colunista da Folha e do jornal "O Globo".

Marzagão também foi um destacado executivo da rede de televisão mexicana Televisa, onde trabalhou por cerca de duas décadas, chegando à vice-presidência da rede. Foi por sugestão de Marzagão que Silvio Santos importou para o SBT dois programas que se tornariam grandes sucessos de público no Brasil: a novela "Os Ricos Também Choram" e o humorístico "Chaves".

Augusto Marzagão foi casado três vezes e teve dez filhos. Uma de suas netas, Mariana, disse ao jornal "O Globo" que Marzagão tinha doença de Parkinson e foi internado com pneumonia há cerca de 15 dias. Ele morreu por insuficiência respiratória. Fonte: Folha de S.Paulo.

19 de novembro de 2017

Tênis, o grande Pancho Segura morre aos 96; treinou Jimmy Connors

FILE - In this March 22, 1949, file photo, former Wimbledon stars are pictured at Wembley, London. From left: Jack Kramer of the U.S.; Dinny Pails of Australia; Bobby Riggs of the U.S.; and Pancho Segura of Ecuador. Segura, who rose from poverty to win three U.S. Pro Tennis Championships in a row and was one of the world's greatest players in the 1950s, has died. He was 96. Segura died Saturday, Nov. 18, 2017, from complications of Parkinson's disease at his home in the Omni La Costa Resort & Spa in Carlsbad, California, his son, Spencer Segura of Connecticut, said Sunday. (AP Photo/Laurence Harris, File)
Nov 20, 2017 - CARLSBAD, Califórnia (AP) - Pancho Segura, que surgiu da pobreza para ganhar seis campeonatos de simples e duplas dos EUA e foi um dos principais jogadores amadores da década de 1940 e profissionais da década de 1950, morreu. Ele tinha 96 anos.

Segura morreu sábado de complicações da doença de Parkinson em sua casa no Omni La Costa Resort & Spa em Carlsbad, Califórnia, seu filho, Spencer Segura, de Connecticut, disse no domingo.

Segura passou de amador a profissional de exibições como jogador, então se tornou treinador, incluindo Jimmy Connors, oito vezes campeão de singles principais.

"Dia triste - perdi meu amigo-treinador e mentor", afirmou Connors no Twitter no domingo.

Francisco Olegario Segura nasceu na pobreza no Equador. O raquitismo da infância curvou as pernas. Muito fraco para o futebol, ele levou ao tênis enquanto trabalhava como um menino de bola em um clube em Guayaquil.

"Eu me ensinei como jogar", disse Segura à ESPN em 2009. "E eu trabalhei, dia após dia, durante horas, batendo no painel, implorando às pessoas que toquem um pouco comigo".

Ele se tornou um jogador campeão sul-americano. A palavra chegou ao treinador Gardnar Mulloy da Universidade de Miami, que o recrutou para a escola em uma bolsa de estudos. Segura ganhou o campeonato de singles NCAA três anos seguidos, de 1943 a 1945.

De lá, ele se mudou para o circuito amador e foi semifinalista de singles quatro vezes no Campeonato dos EUA, o precursor do que é conhecido hoje como o U.S. Open. Ele foi vice-campeão em duplas masculinas e dobrou duas vezes em vários torneios na década de 1940.

Ele também ganhou o Campeonato de Corte de Clay dos Estados Unidos em 1944 e o título de U.S. Indoor em 1946.

Embora ele estivesse a apenas 5 pés e 6 polegadas, Segura segurou o seu próprio adversário maior e mais poderoso. Ele teve um forehand de mão única e um devastador de duas mãos.

"Eu joguei com a velocidade de uma bala", disse Segura ao The San Diego Union-Tribune em 1987. "Ótimos olhos, ótimas mãos, excelentes sob pressão. Eu era um lutador, um assassino. Eu odiava perder para qualquer pessoa. Minha concentração foi tão intensa. eu poderia fazer qualquer coisa com a bola ".

Ele também ganhou a reputação como mestre estrategista.

"Você está tentando desenhar uma bola curta para que você possa atacar", disse Segura à ESPN. "Você precisa entender coisas como os apertos de seu oponente, seu movimento, quais golpes ele pode bater e quais golpes ele não pode".

Para ganhar a vida, o Segura tornou-se profissional em 1947, cerca de duas décadas antes que os jogadores profissionais fossem admitidos nos torneios do Grand Slam. Ele viajou ao redor do mundo em torneios de exibição com pessoas como Bobby Riggs e Pancho Gonzalez.

"Eu joguei em ilhas que eram manchas no Oceano Índico", ele disse ao Los Angeles Times em 1991. "Eu joguei para o xeque do Kuwait e joguei à meia-noite em Madri por US $ 1.000. Errol Flynn costumava enviar um carro para me pegar."

Ele ganhou o título dos EUA Pro Tennis Championships de 1950 a 1952 e o US Pro dobra o título em 1948, 1955 e 1958. Ele tocou seu último US Pro em 1962, quando ele tinha 44 anos e seu último jogo de simples do US Open em 1970, caindo a segunda rodada.

Em 1962, ele lançou uma carreira como profissional e treinador no Beverly Hills Tennis Club, mudando-se para o clube de San Diego em 1970. Ele se tornou cidadão dos EUA em 1991.

Ele continuou a assistir e analisar partidas de tênis bem na década de 90, disse seu filho.

A partir da pobreza, Segura descontou a visão popular do tênis como esporte dos ricos.

"Não se leva mais do que uma raquete e um coração para jogar este jogo", disse ele à ESPN. "É um grande teste de democracia em ação".

"Eu e você, cara, na arena. Apenas eu e você, querida", disse ele. "Não importa o quanto você tem, ou quem é seu pai, ou se você foi a Harvard, ou Yale, ou seja o que for. Apenas eu e você". Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: Sports. Veja também aqui: Tennis great Pancho Segura dies at 96.

18 de novembro de 2017

Jesse Jackson anuncia que tem doença de Parkinson

Activista tem 76 anos e foi, ao lado de Marting Luther King, um dos protagonistas do movimento em defesa dos direitos civis da comunidade afro-americana nos anos 60.

A popularidade do reverendo e activista fez dele um potencial candidato presidencial nos anos 80 MCT/NANCY STONE
17 de Novembro de 2017 - O activista pelos direitos civis da comunidade afro-americana, o reverendo Jesse Jackson, de 76 anos, revelou nesta sexta-feira que sofre da doença de Parkinson. A informação foi revelada num comunicado citado pela comunicação social dos Estados Unidos.

“O reconhecimento dos efeitos desta minha doença foi doloroso, e eu fui lento a compreender a gravidade disto”, disse Jackson no comunicado.

Jackson foi uma das figuras que, ao lado de Martin Luther King, protagonizou o movimento pelos direitos civis da comunidade afro-americana durante os anos 60. A popularidade que alcançou fez dele o primeiro negro a colocar-se como possível candidato a Presidente, tendo sido duas vezes pré-candidato presidencial pelo Partido Democrata nos anos 80.

A doença de Parkinson é uma condição incurável neurodegenerativa que afecta principalmente os movimentos. O pai de Jackson também sofreu desta patologia. Fonte: Público.pt. Veja também aqui: Em comunicado, reverendo Jesse Jackson diz que foi diagnosticado com Parkinson.

17 de novembro de 2017

AOS 80 ANOS, PAULO JOSÉ REAPARECE EM FOTO COM AS FILHAS; ATOR LUTA CONTRA DOENÇA DE PARKINSON


17/11/17 - Longe da TV desde 2014, quando fez uma participação na novela "Em família", Paulo José reapareceu nesta sexta-feira num registro ao lado das três filhas, Bel, Ana e Clara Kutner. O ator, que fez 80 anos em março, lida há mais de 20 com a doença de Parkinson, doença progressiva do sistema neurológico que afeta principalmente o cérebro, prejudicando a coordenação motora e o caminhar.

Paulo pode ser visto atualmente no canal Viva, nas reprises das novelas "Por amor" e "Tieta". Ele tem no currículo 39 filmes, 21 novelas, 25 minisséries, 31 peças e 22 montagens como diretor. Fonte: Extra Globo.

Totó Riina morre, 87, excapo poderoso da máfia siciliana


17.11.2017 - Totó Riina, o ex-chefe da Cosa Nostra, a mafia siciliana, morreu esta manhã na área para os detidos de um hospital em Parma (norte) aos 87 anos, informou nesta sexta-feira (17.11.2017) a mídia italiana Riina, que Ele morreu às 3:37 horas locais (2,37 GMT), passou os últimos cinco dias em coma, depois de ter sido submetido duas vezes à cirurgia, de acordo com o jornal La Repubblica.

O antigo "capo de capos" da máfia foi condenado a 26 sentenças de prisão perpétua pelos múltiplos assassinatos que ele ordenou, incluindo o dos magistrados Giovanni Falcone e Paolo Borselino em 1992.

Em julho passado, o Tribunal de Vigilância Penitenciário de Bolonha (norte) negou sua liberação, depois que o Supremo Tribunal pediu que sua situação fosse estudada devido à deterioração de sua saúde, com problemas cardíacos e renais significativos e Parkinson, de acordo com seus advogados.

A ministra italiana da Justiça, Andrea Orlando, autorizou quinta-feira à noite a visita hospitalar de três de seus filhos (outro também está preso por crimes de mafia) e sua esposa, Ninetta Bagarella.
Riina (Corleone, 1930), também conhecida como "La Belva", foi detida desde 1993 como resultado dos mais de cem assassinatos que ela cometeu com suas próprias mãos e com todos os que ordenou. Durante todos esses anos, os pesquisadores asseguram que, apesar de estarem sob o regime de prisão 41-bis, o mais difícil e com maior isolamento, Riina continuou tecendo os fios da Cosa Nostra.

O "Chefe dos Chefes" e o capo da família dos "Corleoneses" foi o protagonista do momento mais sangrento da máfia siciliana e nunca se arrependeram de seus crimes. Em todos os ensaios em que ele apareceu, ele nunca fez nenhuma revelação sobre as atividades ilegais da máfia ou sobre os ataques contra os juízes Paolo Borsellino e Giovanni Falcone em 1992.

Mesmo nos últimos anos, da prisão de Parma, onde ele foi mantido antes de sua saúde piorar e foi transferido para um hospital nesta cidade, ele foi autorizado a continuar ameaçando magistrados, como o promotor de Palermo, Antonino Di Matteo. As ameaças para Di Matteo e outra série de revelações ao conversar com outro detido, também pertencentes ao crime organizado, foram registradas pelas câmeras de segurança durante uma caminhada no pátio da prisão. (EFE) Original em espanhol, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: DW. Veja também: SICILIAN MOB BOSS SALVATORE RIINA DIES IN ITALIAN HOSPITAL PRISON WARD.

Mulher acusa Bush pai de apertar suas nádegas enquanto ele era presidente

17/11/2017 - O ex-presidente dos EUA George H. W. Bush foi acusado nesta quinta-feira (16) por uma oitava mulher de abuso sexual —ela, porém, é a primeira denunciante que afirma ter sido atacada enquanto ele estava no cargo.

À CNN, a mulher, que não quis se identificar, declarou ter encontrado Bush pai enquanto trabalhava na arrecadação de fundos para a campanha de reeleição do presidente, em 1992, em Dearborn, no Estado americano do Michigan.

Ela se aproximou dele para tirar uma foto e, ao posar para a câmera, o republicano teria apalpado suas nádegas. Sua reação, disse a mulher, foi de considerar o ataque um acidente —ela tinha 30 anos e o presidente, 68.

As outras sete denunciantes declaram ter sido abusadas por Bush pai entre 2003 e 2016, a maioria delas nos últimos cinco anos, quando o presidente já sofria de mal de Parkinson e se locomovia com uma cadeira de rodas.

A primeira foi a atriz Heather Lind, que disse ter sido atacada no lançamento de um programa de televisão em 2014. O mesmo teria ocorrido com a atriz Jordana Grolnick nos bastidores de uma peça de teatro dois anos depois.

Também denunciaram o republicano a escritora Christina Baker Kline, uma mulher que o encontrou em um evento VIP em 2015 e Baker Line numa foto em 2016 —até então todas no período em que o republicano estava doente.

No início desta semana vieram à tona as duas mulheres que denunciam ataques em 2003 e 2004. Roslyn Corrigan, que era uma adolescente de 16 anos à época, e a jornalista aposentada Liz Allen. Fonte: Folha de S.Paulo.

15 de novembro de 2017

Sexta mulher acusa Bush pai de ter apertado suas nádegas em evento

14/11/2017 - Uma mulher acusou o ex-presidente dos EUA George H. W. Bush de ter apertado suas nádegas ao posar para uma foto em 2003, quando era uma adolescente de 16 anos. É a sexta a afirmar ter sido vítima de abuso do republicano.

Em entrevista publicada nesta terça-feira (14) pela revista "Time", Roslyn Corrigan, hoje com 30 anos, disse que Bush pai, à época com 79 anos, a apalpou em evento no escritório da CIA em The Woodlands, na região de Houston.

"Quando disseram 'um, dois, três' para a foto, ele tirou as mãos do meu pulso e deu um aperto rápido, que só pôde ser percebido pelo fato de que na foto minha boca aparece aberta. Na hora eu pensava: 'Meu Deus, o que aconteceu?'"

O abuso ocorreu depois que Bush pai deu uma palestra no escritório, onde trabalhava o pai de Corrigan. "Minha reação inicial foi de absoluto terror. Eu estava realmente confusa. O que uma adolescente vai dizer a um ex-presidente?"

A denunciante se pronuncia após cinco mulheres terem acusado o republicano de abuso. A primeira foi a atriz Heather Lind, que disse ter sido apalpada e ter ouvido uma piada no lançamento de um programa de TV em 2014.

Em um canal oficial, ela afirma sido alertada por um segurança para não ficar ao lado do ex-presidente. Na sequência, outra atriz, Jordana Grolnick, o acusou de tê-la abusado nos bastidores de uma peça de teatro em 2016.

Na época em que as duas foram atacadas, Bush pai já sofria de mal de Parkinson e se locomovia com uma cadeira de rodas. Após primeiras denúncias, seu porta-voz, Jim McGrath, negou qualquer má intenção do ex-presidente.

McGrath afirmava que, por ser cadeirante, o republicano ficaria com a mão muito perto da cintura das pessoas. Porém, Corrigan e outra denunciante foram atacadas antes de ele começar a ter dificuldades de locomoção, em 2012.

"Ele não quis causar nenhum dano ou constrangimento e volta a pedir desculpas por qualquer pessoas que ele possa ter ofendido durante uma foto", disse o porta-voz à "Time" nesta terça. Fonte: Folha de S.Paulo.

13 de novembro de 2017

PAULO BENEVIDES SOARES (1939-2017): Astrônomo dos tempos do Renascimento

Paulo Benevides Soares (1939-2017)
12/11/2017 - Quando Maria Vitória lia o jornal depois do marido, era comum que se deparasse com equações rabiscadas nas margens das páginas. O cérebro do astrônomo Paulo Benevides Soares respondia a qualquer estímulo -estudar, para ele, era uma função orgânica.

Engenheiro formado pelo ITA (Instituto de Tecnologia da Aeronáutica), passou a se dedicar à astronomia nos anos 60, quando foi convidado a fazer doutorado no observatório de Besançon, na França.

Voltou ao Brasil em 1968, convidado a desenvolver sua pesquisa na USP. Do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas, foi professor titular de 1987 a 2009.

Dentre seus feitos, destaca-se a participação na criação do observatório da universidade em Valinhos (SP) -o antigo, na capital paulistana, caiu em desuso devido à poluição atmosférica da cidade.

Apesar da trajetória como homem das ciências, Benevides era considerado um intelectual completo. O amigo Antonio Candido o qualificava como "pessoa superior" devido à sua natureza modesta e ao perfil humanista; em homenagem na academia, foi chamado por convidada estrangeira de "renascentista".

Interessava-se por literatura, música, cinema, teatro. Politizado, sentia-se comprometido com os rumos do país e contribuía em todos os níveis: na relação com os alunos, como orientador atencioso ou pensando questões maiores. "Tinha uma profunda preocupação com o desenvolvimento científico e a formação do cidadão", diz a mulher.

Morreu nesta terça (7), aos 78, devido a complicações do mal de Parkinson. Deixa mulher, três filhos e três netas. Fonte: Folha de S.Paulo.

12 de novembro de 2017

Dez perguntas para Eduardo Dussek

Eduardo Dussek: cantor expõe quadros em homenagem ao pai /Foto: TV Globo
12/11/2017 - Eduardo Dussek é uma “brisa” leve neste momento politicamente correto em que vivemos no País. Sem pudores nem papas na língua, o multiartista faz rir com a leveza de uma criança de 5 anos. E pode ser, já que ele não revela a idade nem sob tortura (é só dar um “google”!): “Coloca aí qualquer coisa entre os 50 anos e a morte. Perdi a noção mesmo, porque os anos passam muito rápido. Não olho a carteira de identidade”. O bom humor está ali até na hora de falar sobre a doença(*) de Parkinson, doença diagnosticada há 12 anos: “Quando as mãos tremem, é só colocar um pandeiro.”


Não foi surpresa pra ninguém quando ele resolveu pôr um capítulo novo em sua vida – como sempre faz – e se lançar como artista plástico sob o codinome Edu Gabor Dussek. Dos 20 quadros a óleo que conseguiu reunir desde 2015 em seu atelier (um cômodo de seu apartamento, em Copacabana), ele escolheu três para a coletiva “Ode às Cores”, na MBlois Galeria de Arte, em Ipanema, em homenagem ao pai, o artista plástico, escultor e gravurista Milan Dusek, que morreu ano passado, aos 92 anos. A mostra vai até dia 8 de dezembro. Só pra constar: Dussek tem formação pela Escola Técnica de Arquitetura, mas estudou desenho e pintura com o pai, desde os 10 anos. Sua mãe, Agnes Dusek, era pintora, além de tradutora e intérprete. Fonte: LuLacerda.



(*) na matéria original está grafado "mal". Considero importante explicitar pois já foi caso de polêmica e, sendo politicamente correto, devo salientar que esta "correção", no meu entendimento, pode tirar a espontaneidade da matéria. Afinal por que ter esta merda, é uma "mal"dição mesmo, ou não é?

8 de novembro de 2017

EVA TODOR - 97 ANOS

06/11/2017 | A atriz que tem no currículo 21 novelas, 10 minisséries e quatro filmes, foi diagnosticada com doença de Parkinson há alguns anos e, desde "Salve Jorge" (2012) está afastada da TV. Foto: Globo/ "O Cravo e a Rosa" Fonte: O Estado de S.Paulo.

5 de novembro de 2017

Muhammad Ali é um rebelde com sede de liberdade em nova biografia

'Ali: A Life' retrata boxeador que se opôs ao governo e defendeu causas raciais, religiosas e sociais

04 Novembro 2017 | Ele dizia que era o maior de todos os tempos, e tinha razão. Poucos atletas conseguem chegar ao ápice do esporte. Dentre os que conseguem, dois ou três alcançam o topo com uma ginga que fazem deles também a principal atração de sua modalidade. Só um abriu mão de tudo isso para tomar uma atitude malvista, mas íntegra.

Quando morreu, em 3 de junho do ano passado, Muhammad Ali foi lembrado não apenas como o mais galardoado e fascinante peso pesado do boxe, mas também por ter se recusado a servir na Guerra do Vietnã, em protesto contra a supremacia branca. Atualmente, atletas negros protestam em uníssono contra o governo americano. Ali fez isso sozinho. Por ocasião de seu falecimento, Barack Obama, que tinha na Casa Branca um par de luvas usado pelo boxeador, o comparou a Martin Luther King e Nelson Mandela.

Lançada em outubro, Ali: A Life, de Jonathan Eig, é a primeira biografia de peso a ser publicada desde a morte de Ali. Trata-se de uma narrativa contundente: muitos mitos envolvendo o boxeador são postos a nocaute. Quando tinha 12 anos, Cassius Clay realmente começou a praticar boxe para se desforrar do roubo de sua bicicleta — mas seus pais também lhe compraram um patinete para que ele não ficasse totalmente a pé. No início da carreira, ele gostava de seu nome de batismo, que parecia coisa de gladiador. Campeão olímpico, ainda exibia orgulhosamente sua medalha anos depois de tê-la conquistado (e não a atirou no rio Ohio com raiva dos restaurantes que proibiam a entrada de negros, como o próprio Ali diz na autobiografia que publicou em 1975). Embora vivesse se gabando de sua valentia, Ali tinha medo de avião, ficava extremamente tímido perto das moças quando jovem — chegou a desmaiar depois de tentar beijar uma garota — e sucumbia ao nervosismo antes de suas lutas. Apesar de todas as suas tiradas espirituosas e suas rimas, os colegas de escola o consideravam “burro como uma porta” e Ali era praticamente analfabeto.

Eig apresenta o retrato de um homem que dizia fazer “tudo por instinto”, dentro e fora do ringue. Seus impulsos se digladiavam uns com os outros. Ali tinha sede de fama, mas não fazia questão de que gostassem dele. Deixava os americanos brancos espumando de raiva e chamava seus adversários negros de “Uncle Tom” (epíteto aplicado a negros subservientes aos brancos). Queria a todo custo ser conhecido, e era por isso que, na adolescência, ia de porta em porta anunciando suas lutas e, para treinar, corria ao lado do ônibus escolar. Também adorava ganhar dinheiro. Em 1974, aceitou US$ 5 milhões do ditador do Zaire, Mobutu Sese Seko, para enfrentar num combate televisionado — realizado em Kinshasa e anunciado como “luta na selva” — o então invicto campeão dos pesos pesados, George Foreman. E era viciado em sexo. Casado quatro vezes, Ali gostava de jogar as ex-mulheres umas contra as outras, pedindo-lhes que fizessem reservas em hotéis para suas puladas de cerca. Muitas vezes era apanhado com prostitutas em dias de luta.

Por outro lado, tinha a generosidade de sua mãe, fazendo visitas frequentes a hospitais e escolas e oferecendo ajuda a todos que o procuravam em busca de caridade. Infelizmente, a prodigalidade se misturava com o senso de lealdade. Sua fortuna foi dilapidada por um bando de bajuladores. E para isso também contribuiu a Nação do Islã. Foi através das crenças do líder do movimento, Elijah Muhammad, que Ali realizou seu desejo mais profundo: rebelar-se. Seu pai o havia criado com histórias sobre a crueldade do homem branco e agora ele tinha uma maneira de revidar. Os brancos que ficassem com sua segregação, pois Elijah defendia a criação de um país negro, com leis negras. Daí a recusa em lutar contra os vietcongues, decisão que custou a Ali uma condenação de cinco anos de reclusão (revertida pela Suprema Corte antes que o boxeador tivesse começado a cumprir a pena) e três anos de sua carreira.

A índole desafiadora, segundo Eig, era a principal característica de Ali, e também sua falha trágica. O livro faz uso abundante de estatísticas, análise do discurso e uma infinidade de entrevistas para ilustrar a deterioração física e mental de Ali após os 35 anos, assim como a teimosia com que o boxeador negava isso. No fim, aquele que “voava como uma borboleta e ferroava como uma abelha” tinha se tornado “um saco de pancadas ambulante”. Ali foi atingido por 200 mil golpes ao longo da carreira, tendo recebido oito vezes mais socos do que aplicou no adversário em sua última luta por um título. É pena que essa biografia magistral reserve apenas 30 páginas para as três últimas décadas da vida do boxeador, quando ele lutou contra a doença de Parkinson e, com a idade, moderou sua revolta, chegando mesmo a representar os EUA em negociações com o Irã e o Iraque. De qualquer forma, Eig consegue abrir a guarda de Ali e penetrar o íntimo de um herói americano que acreditava na liberdade individual mais do que na lealdade a uma bandeira — alguém que, em suas próprias palavras, “queria ser livre”. /Tradução de Alexandre Hubner. Fonte: O Estado de S.Paulo.

27 de outubro de 2017

Ex chefe da KGB considera "impossível" que Oswald fora capaz de assinar a Kennedy

Com a recente abertura dos arquivos sobre o assassinato de Kennedy, começam as especulações....

Nikolái Leónov asegura em una entrevista que reuniu com Oswald en México antes do magnicídio.
"Não conseguiu ser o executor material do assassinato".

FBI e a CIA concluem com Trump: Nem todos os arquivos sobre JFK saem a la luz.

O exsubdiretor do KGB Nikolái Leónov assegurou nesta sexta-feira à Efe que se reuniu com Lee Harvey Oswald no México, um mês antes do assassinato de John F. Kennedy e considerou "impossível" que "esse demente" fosse do autor do magnicidio, ocorrido em 22 de Novembro de 1963.

"Eu me encontrei com Oswald no México mais ou menos um mês antes de assassinado Kennedy, ele veio à embaixada para procurar uma maneira de sair urgentemente como um destino na URSS, ele me disse que ele estava procurando por mim para salvar a vida" ele explicou.

O agente veterano destacou, em espanhol perfeito, que Oswald "não conseguiu ou material de impugnação do assassinato".

"É impossível, ele era um homem desgastado, extremamente magro e mal vestido, estava muito nervoso, ele estava tremendo tudo, de mão em pé, nem mesmo à mão, nem por um estado horrendo", disse ele em uma conversa telefônica.

Leonov, que trabalhou como agente da KGB no México e um relacionamento íntimo com Castro, observou que Oswald constantemente insistiu que "ele estava sendo pressionado por forças mais velhas".

"Fiquei tão nervoso que não consegui construir por demanda", acenou Leonov, falando com a embaixada soviética, não tanto para a CIA americana, como mostram dois documentos desclassificados pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

Ou outro agente soviético explicou a Oswald que, se fosse uma instituição dos EUA que acabasse de retornar da URSS, recebeu um visto e obteve um assentimento soviético de novo, era uma papelada que exigia "muito tempo".

"Não dependia da embaixada, era uma decisão que correspondia ao presidium do Soviete Supremo." Falamos mais de uma hora, como eu disse não, deixou tudo com raiva, foi à embaixada cubana e recebeu uma segunda resposta ", disse ele.

Da "surpresa" de Leonov, depois de algumas semanas, apareceu uma televisão norte-americana e "foi a galeria como ou assassinato de Kennedy".

"Ele era um miserável doente, ele apenas despertou a compaixão, o KGB nunca vai me levar a sério". O que você está tentando fazer? "

Quando viu na televisão como ele foi morto em Dallas (Texas), Leonov estava convencido "cem por cento" de que ele era "um bode expiatório".

Na opinião dele, Oswald foi escolhido como um peão no plano ultraconservador para matar Kennedy por ter vivido na URSS entre 1959 e 1962.

"Uma vez que Kennedy foi assassinado, Oswald teve que ser morto, já que em suas primeiras declarações ele assegurou que ele nunca atirou no presidente", lembrou ele.

Na opinião de Leonov, "aquele pobre menino não teve nada contra Kennedy".

"Eu perguntei a ele e ele me disse que ele não tinha nada contra o presidente, que ele não tinha inimigos, um homem doente não pode fazer essas coisas, não me leva por tolo, eu precisava de tratamento médico e psicológico, ele era um cara que tinha Parkinson", explicou. Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: Tica Vision CR.

A terceira mulher acusa Bush Sr. de agarrá-la durante sessão fotográfica

October 27, 2017 - Dias depois que duas atrizes falaram sobre o tatear pelo ex-presidente George H.W. Bush, outra mulher veio adiante dizendo que o ex-presidente lhe disse a mesma piada suja antes de agarrá-la.

Em um artigo para Slate, a novelista britânica Christina Baker Kline disse que Bush Sr. "espremeu meu traseiro duramente" durante uma foto de abril de 2014 depois de contar sua agora famosa "David Cop-a-Feel" piada.

Ela estava em Houston como autora convidada para um fundraiser colocado pela Barbara Bush Foundation for Family Literacy.

Ela foi convidada para um almoço privado antes do evento onde eles tiraram fotos, quando ela conheceu Sr. Bush.

Ele perguntou se ela era uma autora, e quando ela respondeu que ele era, ele pediu que ela se aproximasse e sussurrou que seu livro favorito era "David Cop-a-feel", uma peça sobre o título do livro de Charles Dickens "David Copperfield".

"E [ele] apertou meu traseiro, difícil, assim como o fotógrafo disparou a foto", disse Baker Kline.
Former president George H.W. Bush (L) and actress Heather Lind (R). (L-Brad Barket/Getty Images; R-Jewel Samad/AFP/Getty Images)
A atriz da AMC, Heather Lind, foi a primeira a falar sobre esse comportamento, acusando Bush em uma postagem do Instagram de agressão sexual contra ela em uma situação similar em 2014.

E dias depois, a atriz de Nova York, Jordana Grolnick, disse que Bush a pegou por trás durante uma foto de grupo no ano passado.

Lind disse na postagem do Instagram agora excluída na terça-feira, 24 de outubro, que o ex-presidente a tocou inapropriadamente em uma foto durante a exibição de 2014 da série de TV "Turn: Washington's Spies", que desempenhou um papel principal na.

"Ele não apertou minha mão. Ele me tocou por trás de sua cadeira de rodas com sua esposa Barbara Bush ao seu lado. Ele me disse uma piada suja. E então, durante todo o tempo sendo fotografado, me tocou novamente", escreveu ela.

Ela disse que Barbara revirou os olhos como se dissesse "não novamente", e um guarda de segurança para o ex-presidente mais tarde disse-lhe que não deveria ter ficado ao lado dele.

Grolnick estava posando com Bush depois de uma performance que ela fez no ano passado no Ogunquit Playhouse, no Maine, quando seu incidente aconteceu.

Ela disse a Deadspin que Bush disse a ela que seu mago favorito era "David Cop-a-Feel" antes que ele a agarrasse.

Ela disse que Barbara, que estava logo atrás de Bush, disse algo como: "Ele vai se colocar na prisão".

O porta-voz de Bush disse em um comunicado à Deadspin e à Slate, que chegaram ao encontro de que Baker Kline e Grolnick compartilhavam suas histórias, que a piada era o modo de Bush de iluminar sua enfermidade e que suas mãos errantes eram resultado de sua doença de Parkinson.

"À idade de 93 anos, o presidente Bush foi confinado a uma cadeira de rodas por cerca de cinco anos, então seu braço cai na cintura inferior de pessoas com quem tira fotos", disse o porta-voz, Jim McGrath.

"Para tentar pôr as pessoas à vontade, o presidente rotineiramente diz a mesma piada - e, ocasionalmente, ele deu tapinhas nas garotas no que ele entendia ser uma boa maneira".

"Alguns viram isso como inocente; outros vêem isso como inadequado. Para alguém que ofendeu, o presidente Bush se desculpa com sinceridade".

Através de McGrath, Bush também emitiu um pedido de desculpas a Lind, mas deixou de admitir que ele fazia agressão sexual.

"O presidente Bush nunca teria, sob nenhuma circunstância, intencionalmente causaria angústia, e ele se desculpa sinceramente se sua tentativa de humor ofendisse a Senhora Lind".

A condição de Bush, Parkinsonismo vascular, tem sintomas semelhantes à doença de Parkinson, mas acredita-se que seja causada por acidente vascular cerebral cerebral e não é degenerativa como o Parkinson.

O Parkinsonismo vascular geralmente deixa sua vítima paralisada na parte inferior do corpo e, devido a danos causados ​​ao cérebro, pode, em alguns casos, levar a mudanças de personalidade na vítima.

Isso "pode ​​levar a comportamentos que não são voluntários - não são inteiramente sob seu controle ou vontade", disse o Dr. Alberto J. Espay, professor de neurologia da Universidade de Cincinnati, à USA Today.

O Dr. Jeff Bronstein, neurologista e diretor do Programa de Distúrbios do Movimento da UCLA, disse ao jornal que alguns outliers "se tornaram desinibidos e fazem coisas que não fariam".

Dirigindo-se à condição do ex-presidente, Baker Kline diz que ela não pensa que o que ele fez foi resultado de impulsos incontroláveis.

"Três anos e meio atrás, o presidente Bush talvez não tenha sido tão mentalmente agudo, mas no decorrer do fim de semana eu o vi envolvido ativamente na conversa e em todas as aparências controlando seus impulsos. Ele fez uma escolha para fazer o que ele fez comigo ", escreveu ela.

Ela disse que se aproximou depois que Grolnick e Lind contaram suas histórias, e que ela continuou por tanto tempo porque ela estava se recuperando do câncer de mama na época e não queria lidar com a inevitável reação. Ela também não queria parecer oportuna, disse ela, ou manchar a reputação da base de alfabetização, "o que faz um trabalho maravilhoso".

"Sobretudo, não queria ser percebido como cruel com um ex-presidente antigo e inofensivo com reputação de gentilidade cortesana", escreveu ela. "Mas agora, com duas mulheres falando sobre o mesmo comportamento - mesmo a mesma brincadeira - eu me sinto compelido a dar um passo à frente". Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte:Thee Poch Times.

Veja também: Pare com as Histórias "Táteis" de George.W.Bush. Bush não está prestes a acordar.
Os defensores de plantão contra-atacam... fazendo piadas.

E o debate continua, veja em True Viral News.


26 de outubro de 2017

Ex-presidente dos EUA é acusado de 'apalpar traseiros' de duas mulheres #Me Too

Ex-presidente dos EUA é acusado de 'apalpar traseiros' de duas mulheres (Foto: Reprodução) Jordana Grolnick (à esquerda) e Heather Lind (à direita) acusam ex-presidente George Bush de assédio (Foto: Reprodução)
Quinta-Feira, 26/10/2017 - Duas mulheres acusaram o ex-presidente americano George Bush, 93, de terem apalpado seus traseiros durante sessões de fotos em 2014 e 2016, reportou o jornal britânico "The Guardian" nesta quinta-feira (26).

Bush foi presidente dos Estados Unidos de 1989 a 1993 e também é conhecido por ser pai de George W. Bush, que governou o país de 2001 a 2009.

A atriz Heather Lind afirmou que o ex-presidente apapalpou seu traseiro em um evento de promoção da série "Turn: Washington Spies" do canal de TV a cabo americano AMC em 2014.

A declaração foi feita em uma rede social depois que Lind viu uma foto de Bush cumprimentando Barack Obama em um evento beneficente para vítimas dos furacões que atingiram os Estados Unidos neste ano. Lind apagou a publicação algum tempo depois.

"Quando tive a oportunidade de conhecer George H. W. Bush há quatro anos atrás para promover um programa de TV no qual eu trabalhava, ele me assediou sexualmente enquanto eu posava para uma foto parecida", contou a atriz. À época, Bush tinha 89 anos.

"Ele não apertou a minha mão. Sentado na sua cadeira de rodas, ele apalpou o meu traseiro com sua esposa em pé ao seu lado", contou. Ela escreveu que o ex-presidente teria contado uma piada de baixo calão, e, enquanto o grupo era fotografado, tocou nela novamente.

Segundo Lind, Barbara Bush, ex-primeira-dama e esposa do ex-presidente, reagiu com desdém, como se dissesse "de novo, não".

O relato da atriz foi confirmado por seus colegas de elenco através de posts em suas redes sociais.

Em um comunicado ao jornal "New York Daily News" feito na terça-feira (24), Jim McGrath, porta-voz, declarou que "Bush jamais -em nenhuma circunstância- intencionalmente causaria sofrimento a alguém, e ele gostaria de sinceramente se desculpar se sua tentativa de ser engraçado ofendeu a Srta. Lind".

Lind incluiu a hashtag "Me Too" em sua publicação. Ela tem sido usada por mulheres de todo o mundo para denunciar casos de assédio e abuso sexual nas redes sociais depois que o caso do produtor americano Harvey Weinstein veio à tona.

Depois da denúncia de Lind, uma segunda atriz veio a público com um relato similar de assédio por parte de George H. W. Bush.

Jordana Grolnick trabalhou em 2016 na peça de teatro "O Corcunda de Notre Dame" e fez uma apresentação em Maine, na costa leste dos Estados Unidos. Bush, à época com 92 anos, teria ido ao camarim durante o intervalo e apalpado seu traseiro enquanto posavam para uma foto junto com sua esposa.

"Ele esticou o seu braço direito pelo meu traseiro. Enquanto todos sorríamos para a foto, ele fez uma piada e me apertou mais forte", disse Grolnick.

Segundo a atriz, os demais presentes "riram desconfortavelmente por educação", enquanto a ex-primeira-dama "disse algo como: "ele vai acabar na cadeia desse jeito!", e todos rimos mais um pouco".

McGrath emitiu um novo comunicado nesta quinta no qual afirmou que o comportamento do ex-presidente era uma tentativa de diminuir o constrangimento causado por sua doença durante sessões de fotos.

Acometido pelo mal de Parkinson, Bush utiliza uma cadeira de rodas há cinco anos para se locomover, o que faz com que "seu braço fique na altura da cintura das pessoas com quem ele tira fotos", disse.

"Para tentar deixar as pessoas confortáveis, o presidente usa rotineiramente a mesma piada -e, em algumas ocasiões, ele tocou nos traseiros de algumas mulheres como um gesto bem-intencionado. Algumas acharam inocente, enquanto outras claramente consideraram o gesto inapropriado", afirmou o comunicado, que novamente incluiu um pedido de desculpas do ex-presidente. Fonte: Diário Online.

Tire suas mãos do meu traseiro, seu crápula pervertido!
Americano não perde tempo: Após a notícia do assédio por parte de Bush pai, várias vozes se levantam, principalmente do partido opositor...

Thu Oct 26, 2017 - Isso deve ser falado alto e severamente sempre que algum asshole tenta jogar as garras. Chame a atenção para a situação. Deixe as pessoas verem o homem que ousou fazer esse ato de agressão sexual. Grite alto o suficiente para que todos na área ouçam você. Em seguida, afaste-se, aponte para o ofensor e diga: "Esse homem agarrou meu traseiro (n.t.: eu diria bunda, mas politicamente correto seria traseiro?, no grito não dá!)...!" com uma voz igualmente alta. Desenhe uma multidão. Olhe para as câmeras do telefone celular e aponte novamente, dizendo o mesmo.

Não deixe que algum idiota se afaste com isso. Faça ele assumir. Informe os outros sobre o assalto a sua pessoa.

Esse é o meu conselho. Eu garanto que nunca vou pegar o traseiro de ninguém. Isso nunca vai acontecer. Não tem desculpas para isso. Não idade. Não como você está vestido. Nenhuma desculpa para qualquer homem fazer isso com qualquer mulher.

Lembrar:

Tire suas mãos da minha bunda, seu crápula pervertido!

"Esse homem agarrou meu traseiro!"

Ensaiar isto em sua mente, e depois Diga-o alto! Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: Upload.

23 de outubro de 2017

Um filme para Plauto Cruz

O flautista, que morreu em julho, aos 87 anos, já tem um canal no YouTube e será tema de documentário sobre sua obra
Plauto Cruz é considerado um dos grandes flautistas brasileiros. Foto: LUIZ EDUARDO ACHUTTI/DIVULGAÇÃO
23/10/2017 -  Considerado uma referência nacional como flautista, Plauto Cruz morreu no dia 29 de julho, aos 87 anos, depois de uma longa luta contra o mal de Alzheimer e Parkinson. Mas o carinho dos fãs e admiradores promete perpetuar a memória e a obra do artista, que nasceu em São Jerônimo e se mudou para Porto Alegre com 15 anos.

Uma das iniciativas já está disponível. Trata-se do canal do músico no YouTube, organizado pelo violonista Paulinho Parada. Na página, o público tem acesso a discos do artista, gravações especiais, imagens e áudios de entrevistas cedidas pela TVE e FM Cultura (com destaque para programas como “As Música que Fizeram sua Cabeça”, uma verdadeira aula sobre a nossa música) e momentos de homenagens como o prêmio Açorianos e festivais de música nativista.

Outro projeto que está em andamento é o longa-metragem “Plauto – Um Sopro Musical”, do produtor Carlos Peralta. Com roteiro de Marcio Schoenardie, direção de Rodrigo Portela e direção musical de Mathias Pinto, o filme está em fase de captação de recursos e ainda não tem previsão de lançamento.

- A ideia é fazer uma grande homenagem ao Plauto, reconstituir sua trajetória e suas principais composições. Ele tem mais de 80 músicas, além de parcerias com artistas de todos os estilos e de todas as épocas - destaca Peralta.

Ele conta que o filme, uma mistura de documentário e ficção, vai seguir uma jovem flautista durante uma pesquisa sobre Plauto Cruz.

- Ela vai mostrar as músicas, visitar os lugares onde ele viveu e tocou e conversar com amigos e familiares - revela o produtor.

Não vão faltar referências à importância de Plauto Cruz no cenário musical, já que ele tocou com praticamente todo mundo, de Elis Regina a Yamandu Costa, de Lupicínio Rodrigues a Maria Bethânia. O flautista também marcou época em todas as orquestras das rádios gaúchas nos anos 1940 e 1950 e, nas décadas mais recentes, era atração em bares e casas noturnas. Fonte: Portal de Notícias.

11 de outubro de 2017

Maria Alice Vergueiro morre 100 vezes

10 Outubro 2017 | E ressuscitará, certamente, para a 101.ª para apresentar a peça Why The Horse? no dia seguinte. Para comemorar as suas 100 mortes na montagem do Teatro Oficina dia 14, sábado, a atriz Maria Alice Vergueiro, de 82 anos e portadora da doença de Parkinson há quase 20 anos, será homenageada pelo grupo do Oficina. Também haverá um show de Celso Sim – uma das músicas vem bem a calhar, O Amor, versão de Caetano Veloso e Ney Costa Santos para o belo poema homônimo de Vladimir Maiakovski. No refrão, Sim vai cantar: “ressuscita-me / quero acabar de viver o que me cabe / minha vida para que não mais existam amores servis”. Fonte: O Estado de S.Paulo.

5 de outubro de 2017

Carlos Arthur Nuzman passagem da chama olimpica. Boatos: Nuzman com Parkinson?



30 de April de 2016 - Menos de cem dias antes da abertura dos Jogos do Rio em 2016, não são apenas os atrasos em determinadas obras ou os acidentes inesperados, como o da “Passarela Tim Maia”, que a cidade propõe de trauma aos cartolas do País. O maior deles, ironicamente, se esconde nos próprios estatutos do COB, que determinam as eleições para a sua presidência numa data volante, três meses após a realização do evento, porém outra mais confusa, ainda no primeiro semestre do ano da escolha.

Nesse quadro, o mandatário Carlos Arthur Nuzman, um advogado hoje com 74 de idade, no poder desde 1995, busca uma nova condução ao trono máximo. Em 2012 o Sr. Alaor Bezerra, da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa, esboçou uma tênue oposição – sem sucesso. Agora, porém, graças a uma liminar concedida pela 27ª Vara Civil do Rio, o limite da inscrição das chapas se esticou a Outubro, e Bezerra sonha em, até lá, reunir o apoio mínimo dos votos de seis das trinta modalidades que o COB coordena.

Um direito de difícil consagração numérica, que os inimigos de Nuzman acalentam através de um solapamento pouco esportivo de bastidores. Por causa da crise política que o País atravessa, os noticiários de TV concederam atenção quase nula ao acendimento da Tocha Olímpica, em 27 de Abril, na Grécia, e à transmissão da chama, por Spyros Capratos, do Comitê local, ao colega brasileiro. No caso, além da tocha grande, que se carrega através da nação-sede, se inflamam espiriteiras de segurança – caso a grande por qualquer razão se apague usa-se o foguinho de reserva para ressuscitá-la.

Impressionou, no caso, o quase incontrolável tremor das mãos de Nuzman em uma operação tão prosaica – tremor que estimulou, nos desvãos obscuros, menos dignos, da sua sucessão no COB, boatos já espalhados desde 2012: padeceria do Mal de Parkinson. Não se trata de uma doença fatal, capaz de vetar a sua re-condução ao trono. Mas, de um problema que, mesmo adequadamente medicado, incomoda, constrange e pode humilhar.

Com a palavra Nuzman, aliás, um ex-voleibolista.

De se lembrar a comovedora, tocante dificuldade, que quase impediu Muhammad Ali, o Cassius Clay, de atear o pavio da pira dos Jogos Olímpicos de Atlanta/96... Fonte: Esportes R7. Leia mais sobre Nuzman aqui: Globo G1 e aqui: Com ouro de Nuzman, seria possível produzir medalhas para 3 Olimpíadas...

14 de setembro de 2017

'Infelizmente, não está nada bem', diz Xuxa sobre a mãe, Alda Meneghel

Alda tem Parkinson em estágio avançado e, no ano passado, sofreu dois AVCs

13/09/2017 - Na última terça-feira, 12, Xuxa compartilhou uma foto de sua mãe, Alda Meneghel, em seu Instagram e conversou com os seguidores sobre o estado de saúde dela.

"Hoje, minha irmã da Espanha me mandou essa foto da nossa Aldinha. Tão linda... saudades do abraço e da voz dela cantando um pequeno grão de areia", disse Xuxa na legenda, ao compartilhar uma foto antiga da mãe.

Quando questionada por seguidores sobre a saúde da mãe, a apresentadora respondeu: "Infelizmente, nada bem".

Alda tem 80 anos e luta contra o mal de Parkinson em estágio avançado e, no ano passado, sofreu dois Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC). A condição de Alda compromete sua fala e sua locomoção. Fonte: O Estado de S.Paulo.

11 de setembro de 2017

Orlando Dias, o primeiro, e esquecido, Rei do Brega

No palco chorava, rasgava a roupa, e arrebatava plateias

Orlando Dias, performático
foto: reprodução
11/09/2017 - O nome de batismo, José Adauto Michiles. Nome artístico Orlando Dias. Um cantor recifense de quem poucos conterrâneos, com menos de 50 anos, se lembram. Quem cultua brega, e considera que o baiano Waldick Soriano ou o também recifense Reginaldo Rossi são os dois maiores ícones (empregando um termo que se tornou brega) do gênero, deveriam conhecer um pouco de Orlando Dias. Ele é uma lacuna na grande maioria dos livros, dissertações de mestrados e afins que se escrevem sobre o brega.

É até estranho que Orlando Dias seja ignorado. Entre 1960 e 1965, ele foi um dos maiores vendedores de discos do país e frequentador assíduo das paradas com bolerões passionais, tangos, sambas-canção, além das marchinhas carnavalescas, que o tornaram um dos campeões do carnaval. Mas era nas performances de palco que incendiava plateias e insuflava a ira dos árbitros do bom gosto contra ele, mesmo assim copiado por muitos.

Cinco anos antes de Roberto Carlos, Orlando Dias lançou um LP com o título de O Inimitável. Chegou a afirmar que o Rei também o imitava quando gravou, em 1968, Ciúme de Você, de Luiz Ayrão, não por acaso no LP igualmente intitulado O Inimitável. Tenho Ciúme de Tudo (1962, Waldir Machado) foi um dos maiores sucessos de Orlando Dias.

“Minhas queridas fãs”, “Fãs do meu coração”, “Meu coração é de vocês”, “Devo o meu sucesso a todos os meus queridos fãs”, alguns dos bordões que Orlando Dias bradava durante as apresentações na TV, no rádio ou ao vivo. Para mostrar sua devoção aos admiradores, ajoelhava-se em pleno palco, abria a camisa, desabotoando-a, dramaticamente, rasgava paletós e lançava-os na plateia. Fazia o mesmo com lenços com que enxugava as lágrimas, quando se emocionava em demais com determinadas canções, como Maior Amor da Minha Vida: “Tu és o maior amor da minha vida/ tu és uma estrela guiando meus passos/ nas horas boas/ nas horas tristes/ minha querida/ tu és o maior amor da minha vida”. “O cantor que morre no palco” um de seus epítetos.



Em junho de 1960, programa Parada Feminina, apresentado pela atriz Lourdes Mayer, na Tupi, depois dos obrigatórios salamaleques aos fãs, Orlando Dias canta mais um bolero de sucesso: “Você ainda há de chorar por mim, mete a mão no bolso e saca um lenço, finge que chora, abre os braços, ameaça abrir a camisa. A plateia vai à loucura. Uma fã não gostou e mandou-lhe uns conselhos, através do Jornal das Moças (do Rio): “Meu caro Orlando, você causou tanta hilaridade, que eu cheguei a ter pena. Quer um conselho? Coloque suas mãos em posturas físicas educadas. Os gestos são apropriados para cantores líricos e, mesmo assim, são comedidos”.

Contenção de gestos e de tons altos não constavam no cardápio que Orlando Dias servia às suas adoradas fãs. E ele estourava nas paradas exatamente quando a contida bossa nova era a grande novidade da música brasileira, que tornava demodé o bolero, o samba-canção e a interpretação arrebatada. Era agora de bom tom o cantar intimista, exigia-se um fiozinho de voz do intérprete. Não para Orlando Dias, que lançava, em 1960, Tu Hás de Pensar em Mim, o segundo naquele ano. O LP emplacou vários sucessos, os boleros Nunca Mais, Espera Um Pouco Mais e O Que me Importa (todas de Waldir Machado).

Nessa última, antecipa-se a Odair José, lixando-se para o que digam sobre a mulher ama: “ Que me importa que outros digam que te quero/ que me importa que outros falem mal de ti/ o eu me importa é ser teu amor sincero”. Bolerões assim o tornaram um dos mais populares artistas do cast da Rádio Nacional e o maior vendedor da Odeon. No citado Jornal das Moças, um comentário sobre o astro pernambucano: “Bossa nova de cantor é o que tem feito Orlando Dias em todos os auditórios. Ele faz uma porção de coisas enquanto está no palco. Até canta”

PERNAMBUCO
Quando estourou no Brasil no começo da década de 1960, Orlando Dias já estava com muitos anos de estrada. Começou no Recife ainda de calças curtas, com um conjunto vocal mirim, A Turma dos Onze (o onze, pela idade dos integrantes). Apresentavam-se por dinheiro, em troco de comida, em reuniões de família e clubes sociais. Em 1940, estava na Rádio Clube de Pernambuco como parte do Conjunto de Anjos Rebeldes.

Tentou lançar-se como cantor, mas foi gongado, interpretando uma valsa. O público protestou, ele voltou a cantar a mesma música e ganhou o primeiro lugar. A família no entanto não via com bons olhos sua inclinação pelo rádio. O pai, que trabalhava na alfândega, o queria também funcionário público. Certamente profissão mais estável do que de cantor, no Recife, onde, até 1948, só havia uma emissora, a Rádio Clube, e nenhuma possibilidade de gravar um disco (a Rozenblit só seria criada em 1954).

“A minha vida no rádio, em Pernambuco, foram dez anos de esforços perdidos, tive que vencer a resistência da família para conseguir mudar-me para o Rio em busca de uma carreira sólida”, comentou ele, numa longa matéria na Revista do Rádio, em 1954, já relativamente famoso, mas ainda distante do auge. Quem continuava no auge ainda era o rádio, cantores e cantoras eram disputados a peso de ouro, a concorrência entre eles era igualmente grande.

Orlando Dias sobressaiu-se pela performances histriônicas, que levavam cronistas a duvidarem de sua masculinidade (ele casou jovem e enviuvou cedo). Quando, em 1967, apresentou na TV Excelsior o programa A Hora do Sino, ao lado de Ary Leite (ocupando o horário vago com a saída de Chacrinha da emissora), na revista O Cruzeiro saiu o comentário: “Seus animadores são o que existe de pior em matéria de loucura em televisão. Mil vezes o Chacrinha com suas baboseiras. No primeiro programa Orlando Dias ficou muito empolgado e mostrou que o lugar ideal dele é mesmo Petrópolis. Lá não faz calor. É mais fresco.”

Ele foi contratado da Odeon (chegou a gravar alguns 78 rotações pela pernambucana Rozenblit, nos anos 50), durante mais de 15 anos, mesmo que os sucessos tenham minguado por volta de 1968, com a mudanças de gosto do público. Seu último sucesso nacional foi Com Pedra na Mão (parceria com Maury Câmara), já num estilo mais apelativo, feito a Eu Não Sou Cachorro Não, de Waldick Soriano (que não costumava compor músicas neste nível).

Quando morreu, em 11 de agosto de 2001, aos 78 anos, em consequência de mal de Parkinson, ou talvez outras enfermidades que a familia não informou, Orlando Dias estava esquecido. Na imprensa, seu obituário foi curto. Somente no Jornal do Brasil ele foi lembrado como “O primeiro rei dos bregas”. Fonte: JC Online.

10 de setembro de 2017

Advogado de Lula, Roberto Teixeira é internado na UTI por insuficiência cardíaca

Aos 73 anos, Teixeira sofre de Parkinson há três anos e já passou por cirurgias cardíacas

06 Setembro 2017 | O advogado Roberto Teixeira, do escritório Teixeira Martins, foi internado na noite de terça-feira, 5, na UTI do Hospital Sírio Libanês em São Paulo, por insuficiência cardíaca aguda.

Além de atuar na defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Lava Jato, os dois são amigos próximos. De acordo com uma nota da assessoria de imprensa do escritório, ele tem histórico de doenças e cirurgias cardíacas.

Aos 73 anos, o advogado sofre de Parkinson há três. Segundo a nota, ele continuará na UTI para a realização de exames. Fonte: O Estado de S.Paulo.

Compadre de Lula internado no Sírio

Advogado Roberto Teixeira seria interrogado pelo juiz federal Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, nesta quarta-feira, 6

06 Setembro 2017 | O advogado Roberto Teixeira, compadre do ex-presidente Lula, pediu ao juiz Sérgio Moro adiamento do interrogatório a que ele seria submetido nesta quarta feira, 6, às 14h, em Curitiba. Teixeira é réu em ação penal com o próprio petista.

Na tarde de hoje, Moro remarcou o interrogatório de Roberto Teixeira para a quarta-feira, 13. No mesmo dia, Lula deverá prestar depoimento.

Na noite desta terça-feira, 5, Roberto Teixeira foi internado no Hospital Sírio Libanês em São Paulo com problemas cardíacos. Os advogados de Teixeira estão em Curitiba para formalizar o pedido de adiamento do interrogatório.

Teixeira é acusado por lavagem de dinheiro. A força-tarefa da Lava Jato atribui a Lula os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro sobre contratos entre a Odebrecht e a Petrobrás.

O Ministério Público Federal aponta que propinas pagas pela empreiteira chegaram a R$ 75 milhões em oito contratos com a estatal. Este montante, segundo a força-tarefa da Lava Jato, inclui um terreno de R$ 12,5 milhões para Instituto Lula e cobertura vizinha à residência de Lula em São Bernardo de R$ 504 mil.

Além do ex-presidente e de seu compadre, também respondem ao processo o ex-ministro Antonio Palocci (Fazenda e Casa Civil/Governos Lula e Dilma), seu ex-assessor Branislav Kontic, o empreiteiro Marcelo Odebrecht e outros três investigados.

COM A PALAVRA, A ASSESSORIA DE ROBERTO TEIXEIRA

O advogado Roberto Teixeira foi internado ontem, dia 5 de setembro, às 22h50, no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, com o diagnóstico de insuficiência cardíaca aguda. Teixeira, de 73 anos, permanece na Unidade de Terapia Intensiva, onde será submetido a diversos exames. Ele tem histórico de doenças e cirurgias cardíacas e sofre da doença de Parkinson há três anos. Fonte: O Estado de S.Paulo.

27 de agosto de 2017

Criador do logo da GM morre aos 76 anos


Alan Peckolick teve lesão cerebral após uma queda em sua casa

11.08.2017 - O designer Alan Peckolick, criador do logotipo da General Motors, faleceu aos 76 anos em decorrência de uma lesão cerebral causada após uma queda, em Danbury, Connecticut. O artista também sofria de mal de Parkinson.

Peckolick, que nasceu em 03 de outubro de 1940 em Nova York, também realizou alguns trabalhos para a Mercedes-Benz, Pfizer e Revlon. No início de sua carreira, ele havia sido rejeitado por diversas escolas de arte até ser aceito no Pratt Institute, onde pediu para deixar o departamento de arte por não poder desenhar. Fonte: Jornal do Carro.

Leia mais aqui: Alan Peckolick, a Leading Logo Designer, Dies at 76.

29 de julho de 2017

A TRAJETÓRIA DE DOMINGO ALZUGARAY, UM SENHOR EDITOR


Por Carlos José Marques e Amauri Segalla, na revista Istoé

29 DE JULHO DE 2017 - Os antepassados bascos transmitiram a Domingo Alzugaray a noção de que o homem vence suas batalhas na vida usando 5% de inspiração e 95% de transpiração. Fiel a esse adágio, ele o perseguiu a cada novo desafio na sua rica trajetória, que redundou no Grupo de Comunicação Três, responsável pelas revistas ISTOÉ, ISTOÉ DINHEIRO e inúmeras outras publicações de expressão no mercado. Alzugaray se transformou em um dos maiores e mais influentes nomes da mídia nacional e à constatação de sua morte, na semana passada, abriu-se um vazio no mundo empresarial brasileiro, no ambiente de seus familiares, colaboradores e amigos mais próximos – e na história dos grandes nomes da imprensa. Na segunda-feira, 24 de julho, Alzugaray faleceu aos 84 anos em consequência de complicações causadas por um Parkinson em estágio avançado. Ao longo de quase meio século, ele construiu uma máquina de geração de conteúdo jornalístico que informou e formou brasileiros do Oiapoque ao Chuí, atuando em diversas plataformas, inclusive com o pioneirismo na área digital. Alzugaray esteve sempre um passo à frente na busca por inovação. Seu maior legado, contudo, é difícil de medir em números – talvez seja mais adequado aos manuais de jornalismo –, com a sua regra inquebrantável de levantar todos os ângulos de uma notícia. “Aqui não sai matéria, seja na ISTOÉ, na DINHEIRO ou em qualquer de nossas revistas, sem farta comprovação, fatos concretos e provas materiais de que o episódio existiu”, costumava dizer. Ele consagrou a “reportagem de autor”, fora do conceito de textos pasteurizados, tal qual linha de produção industrial, sem alma ou análise de contexto, vigente até então. Nas páginas das revistas que criava, Domingo Alzugaray praticamente reinventou o jornalismo informativo. Alinhavou novos princípios de edição, cobertura e enfoque. Apostou no modelo investigativo, de acuidade com os meandros da notícia. E nessa jornada, sob a sua batuta, a Três reviu rótulos, consagrou a verdade factual e refez a história em vários momentos, ajudando decisivamente na construção da Nação. “Um de nossos orgulhos é saber que as revistas da Três interferiram positivamente no avanço do País”, dizia Domingo Alzugaray.

Nesses anos de triunfos e solavancos, Alzugaray não perdeu os modos. Suas revistas frequentemente são firmes e críticas, mas ele exercia o controle da empresa com a gentileza e a elegância de um fidalgo. Envolvia-se diretamente e de forma diária na atividade editorial. Discutia todas as capas, acompanhava de perto as grandes reportagens, deleitava-se com as informações exclusivas, transformava seus almoços semanais na Três, quando recebia empresários e políticos, em longas e saborosas entrevistas. Argentino de origem e brasileiro por opção, tendo se naturalizado em 1966, Alzugaray nasceu na cidade de Victoria, província de Entre Rios. Desembarcou no Brasil em 1958 e dois anos depois se casou com a carioca, do bairro da Tijuca, Catia Alzugaray, com quem teve os filhos Caco e Paula, ambos discípulos do pai na missão de levar adiante a saga da família no jornalismo. O grande prazer da sua vida, nas horas de lazer, era a fazenda que possuía em Ibiúna, onde fazia reflorestamento, plantava eucaliptos e pinus, e tinha uma criação de cães, com dezenas deles, que resgatava das ruas. Torcedor do Corinthians – o que despertava em casa saborosos debates futebolísticos com o filho palmeirense –, Alzugaray tinha orgulho de ser brasileiro.

“Minha vida é em português, minha família é daqui, a minha história, tudo que construí foi no Brasil”. Formou-se em Perícia Mercantil, mas preferiu iniciar a carreira como ator, trabalhando em teatro e cinema. Galã de fotonovelas e da telona na juventude (fez cinco filmes, o último deles em 1960), Alzugaray trouxe para a atividade editorial uma combinação incomum de modéstia e eficácia. Ele era de longe o mais acessível e pedestre entre os pioneiros barões da imprensa brasileira. “Me chame de diretor-responsável”, estabelecia. Recusava o merecido título de “publisher” e proibia certas referências, tipo “patrão” ou “chefe”. “Quem tem chefe é índio”, brincava. Delegar era algo natural no seu relacionamento com os subordinados. “A linha editorial a gente fixa de comum acordo com os diretores de redação e depois eles que executam”. Afeito a uma boa conversa, costumava chamar jornalistas para trocar impressões em sua sala, ao som de algum belo tango argentino. Muitas vezes, por ocasião desses encontros, surgiram projetos que mais tarde se revelariam bem-sucedidos. Sua frase favorita, tomada por empréstimo da empresária Katharine Graham, do Washington Post, refletia um espírito prático: “imprensa independente é imprensa que dá lucro”. A mesa de trabalho de Alzugaray estava sempre coberta de pilhas de papéis, que só ele era capaz de localizar. Lia dezenas de artigos, conferia a pauta dos veículos da casa e da concorrência para comparar, anotava com caneta em suas publicações o que tinha a recomendar ou corrigir. Era um editor pleno.

A travessia até esse domínio do modus operandi de revistas de informação foi gradual. Da ascensão de Lula – que estampou uma capa da ISTOÉ ainda nos idos de 70, no auge da ditadura militar, quando era um desconhecido metalúrgico do ABC, fazendo ali sua estreia na mídia – aos impeachments dos presidentes Fernando Collor e Dilma Rousseff, muito da vida nacional passou pelas páginas das revistas conduzidas por Alzugaray, com revelações decisivas que mudaram o curso dos acontecimentos, graças a lances de ousadia e determinação do editor. “A imprensa e a democracia perdem um de seus baluartes. Sua atuação foi marcante. Em todos os setores em que atuou, sempre ocupou posição de liderança”, disse o presidente Michel Temer. A obstinação, independentemente das simpatias ou divergências políticas, era a marca de Domingo Alzugaray. Como empresário, conheceu e influenciou todos os presidentes brasileiros desde a redemocratização. Identificou o potencial de Lula nos tempos difíceis do movimento sindical. E também de FHC, quando ele era ainda um professor de sociologia, aspirante a projeção política. Com José Sarney tinha vínculos especiais e uma admiração recíproca. Aos que o criticavam por ligações com o poder, orgulhava-se de mostrar a independência de opinião e a firmeza de cobranças ao sistema, sempre que necessário. Seus veículos exerceram uma prática cotidiana de jornalismo analítico, plural e independente, que não compactua com interesses específicos de grupos ou pessoas. Aos editores sugeria um lema: a defesa intransigente da democracia. Quando ergueu a Editora Três, em 1972, junto com os sócios Fabrizio Fasano e Luiz Carta (daí o nome “Três”), Alzugaray deixou para trás um bem-sucedido emprego como diretor comercial. A data era 31 de janeiro daquele ano e o então jovem ator argentino que chegara ao Brasil nos anos 50, para ficar seis meses, implantando o departamento de fotonovelas da Abril, tomava uma decisão arrojada e dava o primeiro passo do que viria a ser uma longa e profícua trajetória empresarial. Ao então empregador, Victor Civita, informou com respeito e entusiasmo: “Durante 15 anos eu ajudei o senhor a construir o seu castelo. Agora eu quero fazer a minha choupana”. Reuniu US$ 30 mil do Fundo de Garantia e outros US$ 40 mil que haviam sobrado do crash da Bolsa de Valores de São Paulo e partiu para a empreitada. O capital era suficiente apenas para contratar cinco pessoas e alugar um andar de escritório na avenida Brigadeiro Luis Antônio, no coração paulistano. Tremenda aventura. Por que empreendê-la? “Eu tinha 40 anos e um projeto de vida. Queria fazer minha própria editora”, explicou o empresário em uma de suas antológicas entrevistas. Alzugaray era homem afeito a grandes viradas de vida em momentos improváveis.

Naquele período conturbado, no auge do regime militar, com cerceamento policial à liberdade de expressão, poucos se lançariam num projeto tão arriscado. Tratava-se de inventar uma empresa de informação a partir do nada, em um ambiente já ocupado por grandes companhias. A aposta inicial foi por um produto de larga vendagem e elaboração simples: o então fascículo de culinária MENU. A ele seguiu-se uma série de outros fascículos de enorme repercussão e duas célebres coleções de livros. A primeira delas trouxe 48 títulos e vendeu quase 2,5 milhões de unidades, um feito inacreditável para um País com reduzido índice de leitura. Alzugaray, naquele momento, já estava fazendo história. Demonstrou ser possível comercializar literatura em bancas de jornal, a preço acessível, para vastas audiências. A segunda coleção, escrita pelo célebre historiador Hélio Silva, desafiou a censura ao publicar o relato da morte sob tortura de um militante contrário ao regime. Era da natureza de Alzugaray os justos enfrentamentos.
Apenas seis meses após constituir a Três, nascia a PLANETA, título que persiste até hoje. Inspirada na “Planète”, criada por dois intelectuais franceses, ela seria comandada pelo jornalista e escritor Ignácio de Loyola Brandão. Foi aí que outra bela tradição começou: em sua história, a Três contratou e teve entre seus colaboradores alguns dos mais brilhantes cérebros do País. Glauber Rocha, Jorge Amado, Rubem Braga, Millôr Fernandes, Carlos Drummond de Andrade, João Ubaldo Ribeiro e Paulo Francis são alguns dos nomes que ajudaram a construir as páginas publicadas pela Editora Três. Quem cotejar o plano de Alzugaray com a realidade do que ele obteve nesse quase meio século da Três terá a certeza de estar diante de uma grande obra. Talvez tenha sido fruto da postura sempre confiante de um otimista incorrigível. Mas ao lançar a lupa sobre os movimentos certeiros dados por ele será fácil notar que Alzugaray conhecia bem o métier. Algo nato, inerente a sua personalidade e que despertou respeito e reconhecimento entre os convivas. Muitos, aliás, da classe política à empresarial, profissionais de imprensa, banqueiros e juristas vinham a ele em busca de sugestões e conselhos.

Grandes encontros

Alzugaray, tempos atrás, encomendou uma longa mesa de mogno, maciça e de tronco inteiriço, para recebê-los. Estar sentado à mesa representou e representa até hoje um estratégico ponto de localização para se conhecer melhor o País. “O Brasil passou por ela”, dizia Alzugaray. Ulysses Guimarães, Leonel Brizola, Antônio Ermírio de Moraes, Dilma Rousseff, Luiz Inácio Lula da Silva, Lázaro Brandão, Joseph Safra, José Sarney, Fernando Collor, José Alencar, para citar apenas alguns exemplos marcantes, trocaram ideias com jornalistas da editora – e com o próprio Alzugaray – diante do móvel comprado no fim dos anos 70 por ele. “A mesa virou símbolo da empresa”, definia o editor. A saga de sua compra foi estudada de maneira pormenorizada. Alzugaray queria uma mesa de reuniões para a presidência que se distinguisse das demais. Nada atendia a suas expectativas. Ele imaginava um móvel único, de grandes dimensões e capaz de receber bem qualquer visitante – um líder da República, um empresário, uma personalidade. Saiu a procurar o objeto de desejo em Embu das Artes, cidade na Grande São Paulo famosa pelo comércio de móveis artesanais, e o encontrou. “Vi aquela imensa tora encostada em um canto e logo a vislumbrei na editora”, gostava de contar. “O dono da loja falou que faria três mesas com a tábua, mas eu quis comprar a peça inteira”. Complicado foi instalá-la na sede da Três, um edifício industrial do século XIX erguido na Lapa de Baixo, zona oeste de São Paulo. Alguns vitrais da fachada tiveram que ser retirados, parte de uma parede foi quebrada e só com a ajuda de um guindaste ela chegou ao seu destino. De madeira de lei, a mesa pesa meia tonelada, tem cinco metros de comprimento por um de largura e possui bordas irregulares que lhe conferem um aspecto singular, como se a natureza a tivesse esculpido para passar seus dias ali, naquela sala da Editora Três, testemunhando as transformações vividas pelos brasileiros, na palavra de seus protagonistas. Sobre ela, Alzugaray colocou uma pedra maciça com dezenas de cristais sextavados, que acreditava lançar bons fluidos de energia sobre os presentes.

A mesa de trabalho de Alzugaray estava sempre coberta por uma pilha de papéis que só ele conseguia localizar. Nesta sala, comparava artigos estrangeiros, textos da casa e da concorrência.

É claro que essa obstinação de Alzugaray não tinha sido a primeira, nem a mais inusitada delas. Em 1974, mesmo diante dos limites impostos pela ditadura, ele resolveu criar uma revista provocativa, com fotos de mulheres lindas e despidas e reportagens do tipo que prendem o leitor do início ao fim. Surgiu assim em agosto daquele ano, a Status, a primeira revista masculina do Brasil. Seu parceiro na Três, Fabrizio Fasano, já havia deixado a sociedade um ano antes, partindo para outros desafios. Alzugaray, ao lado de Luís Carta, encarou o sonho que, menos de uma década depois, atingia tiragens de 400 mil exemplares. “A STATUS plantou os alicerces da Três”, definia ele. Dois anos depois do lançamento de STATUS, capitalizada pelo sucesso comercial da revista, a empresa estava forte o suficiente para montar em 1976 uma empresa-filhote, a Encontro Editorial e, através dela, colocar nas ruas uma mensal de nome provocativo: ISTOÉ, inspirada no título argentino EstoÉs. A revista foi um sucesso instantâneo e radical, que lançou a editora em outro patamar. Nessa época, porém, Luís Carta já deixara a sociedade para montar sua Carta Editorial. Pela primeira vez, desde a criação da Três, Alzugaray estava sozinho na direção da empresa – e ela avançava de vento em popa. Em março de 1977 a ISTOÉ se transformaria na primeira semanal da editora. “Era uma época dura, de pouca liberdade para a imprensa, mas entramos sem medo”, contou Alzugaray. Reportagens que denunciavam as mazelas nacionais – corrupção, miséria, violência – se tornariam a tônica na revista. O regime militar ia relutantemente se abrindo e ISTOÉ aproveitava, com suor e talento, cada brecha. As reuniões de pauta pareciam comícios, trazendo convidados especiais como FHC. Foi nessa época que ISTOÉ descobriu e pôs na capa o líder metalúrgico Lula. Era uma das primeiras grandes contribuições da Três para cristalizar a democracia no País. Com a ISTOÉ, milhões de leitores descobriram que o verdadeiro jornalismo nasce da contradição e do debate, e não do pensamento único e estratificado. Esse espírito moveu e move a revista em toda a sua história.

No rol de lançamentos, Alzugaray também teve alguns percalços. E nem poderia ser diferente para quem nunca temeu eventuais fracassos. O maior deles chamou-se Jornal da República, um diário de ares europeus, com poucas fotos e predomínio total dos temas graves. “Foi um erro que me custou oito anos”, avaliou Alzugaray. Mas logo após lá estava ele de novo na corrida por criação de títulos e colocou nas bancas a revista SENHOR, com inspiração na britânica The Economist e direito de publicação do seu material. Nessa fase havia perdido a ISTOÉ, que foi entregue ao Unibanco em troca do pagamento das dívidas do jornal. Tempos depois, para juntar os dois mercados de economia e interesse geral, Alzugaray recomprou ISTOÉ em 36 parcelas e relançou a revista como ISTOÉ-Senhor, vindo depois a abandonar a marca Senhor. Para não deixar a editora órfã de um título de economia, anos depois, em 1997, o já veterano inventor de revistas, pressentindo que a hora havia chegado, abriu espaço no seu portfólio para uma semanal de economia, negócios e finanças, a ISTOÉ DINHEIRO, nos moldes da BusinessWeek, que rapidamente conquistou empresários, financistas e o mundo corporativo. “Dinheiro nunca me deu trabalho e sim uma enorme repercussão”, refletia Alzugaray.

“Não vendo”

E tamanha foi essa projeção que meses após o surgimento da revista as organizações Globo, planejando assumir um naco do mercado de semanais, esticou o olho sobre os títulos da Três e fez uma proposta tentadora para ficar com ISTOÉ, antes de lançar Época. “Passei seis meses negociando com eles sem nenhuma intenção de vender, só para ganhar tempo”, relembrava. Num determinado momento, um diretor da Globopar disse: “ou você vende ou vamos passar por cima de você como um rolo compressor”. Provocou assim o instinto guerreiro de Alzugaray. “Agora é que eu não vendo mesmo! Quero que você prove, em termos de negócio, como é que se passa como um rolo compressor por cima da gente”. Outros foram à carga. A Editora Camelot em parceria com o Banco Patrimônio tentou adquirir todo o grupo. Fez um lance com cifras irrecusáveis. Alzugaray balançou. Recolheu-se no final de semana na fazenda, em Ibiúna. Pensou e na segunda-feira seguinte já tinha o veredicto: “desculpe qualquer coisa, mas estou fora”. Ele explicou para os executivos interessados que não ia ter o que fazer com o dinheiro e nem teria mais tempo disponível para criar uma outra editora e outras semanais com o mesmo prestígio. “Pego esse dinheiro e vou fazer o que? Dar de comer aos esquilinhos no Central Park em Nova York?”. Definitivamente essa possibilidade nunca esteve no radar de Alzugaray. Ele jamais desistiria do que sempre foi a sua razão de viver. Fonte: Brasil 247.

Aos 87 anos, morre o flautista Plauto Cruz

Um dos maiores instrumentistas gaúchos sofria de Parkinson e de Alzheimer e estava internado no Hospital de Clínicas desde quinta-feira
Aos 87 anos, morre o flautista Plauto Cruz Achutti/Divulgação
29/07/2017 - Um dos maiores músicos instrumentistas do Rio Grande do Sul, o flautista Plauto Cruz, 87 anos, morreu na noite desta sexta-feira (28), em Porto Alegre. Em seus últimos anos de vida, o músico sofria com problemas de saúde causados pelo Parkinson e pelo Alzheimer, que ganharam força nos últimos seis anos, conforme familiares.

Uma das filhas de Plauto, Marlene Cruz, 57 anos, disse que o pai foi realizar uma consulta no Hospital de Clínicas da Capital na última quinta-feira (27). No local, os médicos constataram piora no quadro de saúde do paciente e resolveram interná-lo para intensificar o tratamento. No entanto, ele faleceu no dia seguinte.

— Ele era um grande pai, um grande músico — sintetizou Marlene.

O músico era viúvo de Eva, com quem foi casado por quase 50 anos e teve seis filhos, além de netos e bisnetos. O velório de Plauto Cruz ocorrerá a partir das 8h deste sábado (29) na capela F do Cemitério Parque Jardim da Paz (Estrada João de Oliveira Remião, 1.347). O enterro será às 16h no mesmo local, conforme informou a família em uma página do Facebook.

Vida e obra

O flautista nasceu em 15 de novembro de 1929 em São Jerônimo. Filho do flautista José Alves da Cruz, revelou desde a infância o talento para o instrumento. Em 1944, a família mudou-se para Porto Alegre, onde o jovem Plauto passou a se apresentar em eventos e programas de rádio.

A trajetória de Plauto foi das principais emissoras de Porto Alegre, como contratado, aos palcos do Brasil, ao lado de personalidades como Lupicínio Rodrigues, Orlando Silva e Elis Regina. Ele atuou também em programas de TV, mas foi ao viver a época de ouro do rádio que arrebatou auditórios nas emissoras Clube Metrópole, Itaí, Farroupilha, Gaúcha e Difusora.

Segundo o site do Dicionário da MPB, Plauto gravou seis LPs e dois CDs como solista e mais de 40 discos como acompanhador. Foi o arranjador da música Maria Fumaça, da dupla Kleiton e Kledir (assista abaixo), que deu o nome ao show de estreia da dupla, que levou o nome da canção e tornou-se um dos hits da carreira dos irmãos.

Plauto conquistou vários prêmios em festivais nos quais participou como flautista e compositor ao longo da carreira. Foi premiado com 60 honrarias e troféus, entre elas a medalha Simões Lopes Neto, concedida pelo governo do Rio Grande do Sul.

Tocando na noite, encantou o público nas melhores casas de Porto Alegre, entre elas, o Vinha D¿Alho e o Viva Maria. Em 2010, a sua flauta ainda emitiu belas melodias todas as quintas-feiras no Bar Odeon, no Centro da Capital. Na época, em reportagem do Diário Gaúcho, sentenciou:

– A música é só amizade, é o que a gente tem de maravilhoso na vida.

Obras vinham sendo digitalizadas

Plauto Cruz gravou dezenas de obras. Muitas delas acabaram se perdendo no tempo e outra parte ainda vive, mas sem acesso fácil. Para reverter essa situação, o Acervo Plauto Cruz passou, conforme reportagem de ZH de abril deste ano, a digitalizar e colocar na internet a discografia do mestre do choro.

A plataforma escolhida pelo idealizador do projeto, o músico e pesquisador Paulinho Parada, para receber a obra foi o YouTube. No canal que leva o nome do flautista, já estão alocados, além de O Choro é Livre (1978), os álbuns Remanso (1993, com Mário Barros), Choros e Canções (1999), 26 Anos de Parceria (2003, com João Pernambuco) e Engenho e Arte (1996, com Mário Barros).


O projeto começou a ser desenhado oficialmente em 2014, mas já existia há muito tempo no coração de seu idealizador,

— Comecei a me interessar pelo Plauto aos 7 anos de idade, quando ganhei um disco dele do meu avô — conta. — Em 2007, já como músico, me tornei amigo dele e passei a admirá-lo também como pessoa.

A ideia, segundo Paulinho, é privilegiar a obra de Plauto como compositor e intérprete, uma vez que, como músico acompanhante, não há sequer registro da quantidade de canções gravadas por ele:

— O Plauto tocava muito, acompanhava qualquer músico que fosse gravar um disco na (gravadora) Isaec, por exemplo. Por isso, temos participações dele desde em discos de artistas que não estouraram aos grandes nomes, como Kleiton e Kledir e Lupicínio.

Como mestrando em Música na UFRGS, Paulinho estava ampliando sua pesquisa para outros grandes nomes da música gaúcha que caíram no ostracismo:

— Temos uma série de músicos e instrumentistas, que atuaram ali pelos anos 1950, 1960, 1970 e por aí adiante, mas que não se preocuparam em organizar sua obra. É um pouco de olhar e perguntar porque essa gente está esquecida e o que podemos fazer para valorizar esses artistas — comentou Paulinho. — Até para que, no futuro, não se repitam mais esses cânones europeus com tanta veemência ao invés de, por exemplo, Plauto Cruz. Fonte: Zero Hora.